Cesta básica em BH recua pelo segundo mês seguido e chega a R$ 757,19

Levantamento do Ipead/UFMG aponta queda de 0,25% em agosto de 2026, com redução nos preços de batata, feijão e café em Belo Horizonte

A cesta básica em BH registrou queda de 0,25% em agosto de 2026 e chegou ao valor de R$ 757,19, segundo levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead), vinculada à Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG. O resultado representa o segundo mês consecutivo de recuo no custo da alimentação básica na capital mineira.

O valor da cesta corresponde ao gasto médio mensal de um trabalhador adulto com alimentação e representa 46,71% do valor do salário mínimo.

Em agosto de 2025, essa proporção era maior, correspondendo a 48,91% do salário mínimo. Naquele período, entretanto, o valor nominal da cesta básica era R$ 14,71 menor. Dessa forma, embora a cesta esteja mais cara em valores nominais, atualmente ela representa uma parcela menor do salário mínimo.

Cesta básica em BH ainda acumula alta no ano

Apesar da redução registrada em agosto, o custo da cesta básica em BH acumula alta de 1,94% em 2026 e de 1,98% nos últimos 12 meses.

Dos 13 produtos que compõem a cesta básica pesquisada pelo Ipead/UFMG, sete apresentaram redução de preços durante o mês de agosto.

As maiores quedas foram registradas na batata inglesa, com redução de 10,94%; no feijão carioquinha, que caiu 6,26%; e no café moído, com recuo de 2,20%.

Por outro lado, alguns produtos ficaram mais caros. As maiores altas foram registradas no tomate, com aumento de 3,95%, seguido pelo açúcar cristal, com 1,48%, e pela banana caturra, com alta de 1,43%.

Batata e feijão tiveram maior impacto na redução

Considerando a importância relativa de cada produto na composição da cesta básica, a batata foi o item que mais contribuiu para a redução do custo, com impacto de -0,48 ponto percentual. O feijão respondeu por -0,36 ponto percentual, enquanto o café contribuiu com -0,09 ponto percentual.

A queda pelo segundo mês consecutivo representa uma redução no custo da alimentação básica em Belo Horizonte. No entanto, os dados também mostram que a cesta ainda acumula aumento no ano e nos últimos 12 meses, mantendo o custo da alimentação entre os componentes relevantes do orçamento dos trabalhadores da capital mineira.