Pacientes com sintomas leves devem procurar centros de saúde ou teleconsultas para reduzir a espera nas Unidades de Pronto-Atendimento de Belo Horizonte
A Prefeitura de Belo Horizonte alerta que pacientes com sintomas leves devem procurar os centros de saúde ou utilizar o serviço de teleconsulta, evitando a procura desnecessária pelas Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs). De janeiro a julho deste ano, as nove UPAs da capital realizaram 560 mil atendimentos, sendo que 76,2% dos casos foram classificados como não urgentes.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, as UPAs são destinadas ao atendimento de pacientes com quadros de urgência e emergência de média e alta complexidades. A procura de pessoas com sintomas leves, no entanto, contribui para o aumento do tempo de espera nas unidades.
O percentual de atendimentos não urgentes também superou o registrado em 2025. No ano passado, 75% dos 937 mil atendimentos realizados entre janeiro e dezembro receberam classificação verde no Protocolo de Manchester, indicando casos considerados pouco urgentes.
UPAs de BH devem atender casos graves
As nove UPAs de Belo Horizonte funcionam 24 horas e são estruturadas para receber pacientes com sintomas graves. Entre as situações indicadas estão falta de ar intensa, febre alta acima de 39°C, dor intensa no peito, fraturas, cortes com sangramento, quedas com torção e dor intensa ou suspeita de fratura, crises convulsivas, cólicas renais e vômitos constantes.
De acordo com o secretário municipal de Saúde, Miguel Duarte, parte dos usuários atendidos nas UPAs poderia receber assistência nos centros de saúde ou por meio das teleconsultas disponibilizadas pela Prefeitura.
A prioridade das unidades é definida conforme a gravidade do quadro clínico. Por isso, a presença de pacientes com casos leves pode aumentar o tempo de espera, enquanto os atendimentos mais graves recebem prioridade.
Centros de saúde e teleconsultas atendem sintomas leves
Pacientes com febre branda, necessidade de curativos ou pequenas suturas, avaliação de pressão arterial ou glicemia, dores musculares, bronquite, asma e gripes leves devem procurar o centro de saúde de referência.
Os centros de saúde também realizam consultas de rotina, pré-natal, acompanhamento de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, além da vacinação. As unidades funcionam de segunda a sexta-feira durante 12 horas.
Outra alternativa para casos sem urgência é a teleconsulta da Prefeitura de Belo Horizonte, disponível de segunda a sexta-feira, das 7h às 20h. O serviço atende, entre outras situações, sintomas gripais leves, sintomas leves de dengue, zika e chikungunya, além de diarreias e dores de cabeça.
Protocolo de Manchester define prioridade nas UPAs
As UPAs de BH utilizam o Protocolo de Manchester para realizar a triagem e a classificação de risco dos pacientes. Após a avaliação inicial, os usuários recebem uma classificação identificada pelas cores vermelho, laranja, amarelo, verde ou azul, de acordo com a gravidade do quadro.
Casos classificados como vermelho representam situações de emergência e exigem atendimento imediato. A classificação laranja indica casos muito urgentes, enquanto a amarela corresponde a situações urgentes que necessitam de avaliação detalhada.
Já as classificações verde e azul indicam pouca ou nenhuma urgência, podendo os pacientes ser direcionados aos centros de saúde ou às teleconsultas.
O direcionamento adequado dos pacientes, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, pode contribuir para reduzir filas, otimizar os recursos públicos e permitir que pessoas em situações de urgência e emergência recebam atendimento com maior rapidez

Formado em Comunicação Social pela Estácio BH, bacharel em Publicidade & Propaganda, é jornalista por opção. Fundador do Jornal & Portal COMUNIDADE EM AÇÃO (1996) Ainda menor de idade trabalhou do Departamento de Relações Públicas do Incra, despertando para o jornalismo. Atuou no marketing/vendas da ANTÁRCTICA, em seguida no marketing da COCA-COLA / KAIZER, PEPSI-COLA e AMBEV. Na Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) foi assessor de vereadores e membro do Colegiado de Comunicação.
