Durante o feriado de Corpus Christi, o Zoológico de BH realizará uma atividade educativa voltada aos visitantes que desejam conhecer mais sobre a conservação da fauna e o funcionamento da instituição. A programação acontece nesta quinta-feira (4) e sexta-feira (5), em frente ao recinto dos elefantes, com participação gratuita para pessoas de todas as idades.
A iniciativa foi preparada pela equipe de educação ambiental do Zoo de BH e tem como objetivo apresentar ao público a origem dos animais que vivem no local, além de explicar os principais pilares que orientam a atuação dos zoológicos contemporâneos voltados à preservação da biodiversidade.
Os encontros serão realizados em dois períodos: das 9h30 às 11h30 e das 13h30 às 15h30. Embora a atividade seja gratuita, o acesso ao Jardim Zoológico depende da aquisição de ingresso na bilheteria da instituição.
O bate-papo intitulado “De onde vêm os animais do Zoo de BH?” foi desenvolvido para ampliar o conhecimento dos visitantes sobre as ações realizadas pela instituição. Durante a atividade, serão abordados temas como manejo animal, estratégias de conservação, pesquisas científicas e as rotinas desenvolvidas no zoológico.
Além das explicações conduzidas pela equipe técnica, os participantes terão acesso a um painel informativo com pranchas que apresentam os objetivos do zoológico e a procedência dos animais que compõem o plantel da instituição. O material também inclui fotografias de espécies e de indivíduos que vivem sob os cuidados do Zoo de BH.
Para tornar a experiência mais interativa, haverá ainda uma mostra de materiais biológicos relacionados a algumas espécies atendidas pela instituição. Entre os itens expostos estarão ovos, penas, chifres, cornos, peles e outros materiais utilizados como recursos educativos.
A atividade também busca esclarecer ao público como os zoológicos evoluíram nas últimas décadas. Segundo as informações apresentadas pelo Zoo de BH, instituições desse tipo passaram por um processo de transformação em busca de melhores práticas relacionadas ao manejo animal e à conservação das espécies.
Esse movimento deu origem ao conceito de “zoológico moderno” ou “zoológico contemporâneo”. A definição não está necessariamente ligada à estrutura física ou ao uso de tecnologias avançadas, mas à missão assumida por essas instituições em favor da conservação da biodiversidade.
Com essa mudança de enfoque, muitos zoológicos deixaram de atuar apenas como espaços de entretenimento e passaram a funcionar como centros integrados de conservação da fauna. A prioridade dessas unidades passou a ser a contribuição para a manutenção da biodiversidade e para a promoção do bem-estar animal.
Entre as principais funções dos zoológicos contemporâneos estão o desenvolvimento de programas de conservação de animais mantidos fora de seus habitats naturais, conhecidos como conservação ex-situ, além da realização de pesquisas e ações educativas.
Outro ponto destacado é a reprodução de espécies sob cuidados humanos, especialmente aquelas ameaçadas de extinção. Essas iniciativas buscam fortalecer populações animais e contribuir para estratégias de preservação a longo prazo.
O manejo adequado e a manutenção do bem-estar dos animais também fazem parte das diretrizes adotadas por essas instituições. Paralelamente, programas de educação ambiental têm sido utilizados para conscientizar a população sobre a importância da proteção da fauna.
Uma das dúvidas mais frequentes entre os visitantes está relacionada à origem dos animais mantidos em zoológicos. Durante a atividade educativa, o público poderá compreender como esse processo ocorre atualmente.
De acordo com o Zoo de BH, as práticas adotadas no passado, quando expedições eram realizadas para capturar animais na natureza e mantê-los em exposição, não fazem parte da realidade dos zoológicos contemporâneos.
Hoje, a chegada de novos animais acontece por diferentes caminhos. Alguns indivíduos são transferidos por meio de permutas entre instituições e criadouros conservacionistas legalizados. O objetivo é formar casais reprodutivos e ampliar a variabilidade genética das populações mantidas sob cuidados humanos.
Essa estratégia contribui para a manutenção de populações mais saudáveis e pode favorecer futuras ações de reintrodução de espécies na natureza.
Outra parcela dos animais presentes em zoológicos é proveniente de ações de resgate realizadas por órgãos fiscalizadores. Muitas dessas ocorrências estão relacionadas aos impactos das atividades humanas, como queimadas, desmatamentos, caça e perda de habitat.
Há também animais encaminhados após operações de combate ao tráfico de fauna silvestre. Nesses casos, os indivíduos são apreendidos por órgãos de fiscalização e posteriormente destinados a instituições aptas a oferecer cuidados adequados.
Entre os órgãos responsáveis por esse encaminhamento estão entidades de fiscalização ambiental e de segurança pública que atuam no enfrentamento dos crimes contra a fauna.
Ao abrir espaço para o diálogo com os visitantes, a atividade educativa do Zoológico de BH busca aproximar a população dos desafios enfrentados na conservação das espécies e na proteção da biodiversidade.
A iniciativa também contribui para esclarecer dúvidas sobre a origem dos animais, as práticas de manejo e o papel desempenhado pelos zoológicos contemporâneos. Dessa forma, o público tem a oportunidade de conhecer aspectos que vão além da observação dos animais, compreendendo a importância das ações de pesquisa, educação e conservação desenvolvidas pela instituição.
A programação reforça o papel da educação ambiental como ferramenta para ampliar o conhecimento da sociedade sobre a fauna e estimular a valorização das iniciativas voltadas à preservação das espécies.

Formado em Comunicação Social pela Estácio BH, bacharel em Publicidade & Propaganda, é jornalista por opção. Fundador do Jornal & Portal COMUNIDADE EM AÇÃO (1996) Ainda menor de idade trabalhou do Departamento de Relações Públicas do Incra, despertando para o jornalismo. Atuou no marketing/vendas da ANTÁRCTICA, em seguida no marketing da COCA-COLA / KAIZER, PEPSI-COLA e AMBEV. Na Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) foi assessor de vereadores e membro do Colegiado de Comunicação.
