A aplicação da vacina do Butantan contra a dengue foi suspensa temporariamente pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), seguindo orientação do Ministério da Saúde. A decisão foi anunciada neste domingo (8) e afeta exclusivamente o imunizante destinado aos profissionais de saúde. As doses já recebidas pelo município permanecerão armazenadas até que uma nova definição seja comunicada pelas autoridades sanitárias.
A medida não altera a vacinação de crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, que continuam recebendo normalmente a vacina Qdenga, produzida pelo laboratório Takeda. A Secretaria Municipal de Saúde reforçou que a suspensão se limita à vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan.
De acordo com a Prefeitura de Belo Horizonte, a interrupção da aplicação da vacina do Butantan contra dengue ocorre em cumprimento à orientação emitida pelo Ministério da Saúde. O município informou que as doses serão mantidas em estoque enquanto aguarda novas determinações sobre o uso do imunizante.
A vacina vinha sendo aplicada exclusivamente em profissionais de saúde. Por esse motivo, a suspensão não afeta outros grupos que participam das estratégias de vacinação contra a dengue desenvolvidas na capital mineira.
A Secretaria Municipal de Saúde também esclareceu que não houve alteração no cronograma da vacina Qdenga. O imunizante continua sendo disponibilizado para crianças e adolescentes na faixa etária de 10 a 14 anos, conforme a estratégia de vacinação já adotada pelo município.
A vacinação dos profissionais de saúde com a vacina do Butantan começou em 20 de fevereiro deste ano. Desde então, aproximadamente 3,5 mil trabalhadores da área da saúde receberam o imunizante em Belo Horizonte.
Segundo informações divulgadas pela administração municipal, não foram registrados eventos graves relacionados à vacinação entre as pessoas imunizadas na capital. O dado foi destacado pela Prefeitura ao informar a suspensão temporária da aplicação das doses.
A campanha representava uma ação voltada especificamente para a proteção dos profissionais que atuam diretamente nos serviços de saúde, grupo considerado estratégico dentro das políticas de prevenção e controle da dengue.
Além de comunicar a suspensão temporária, a Secretaria Municipal de Saúde divulgou orientações destinadas aos profissionais que receberam a vacina do Butantan nos últimos 21 dias.
A recomendação é que os vacinados observem atentamente possíveis sintomas como dor de cabeça, sensação de fraqueza geral, dores no corpo, dor nas articulações, dor atrás dos olhos e náuseas.
O monitoramento desses sinais faz parte do acompanhamento recomendado após a imunização. A orientação busca garantir que qualquer alteração seja identificada e avaliada de forma adequada pelas equipes de saúde.
A Secretaria Municipal de Saúde informou ainda que algumas manifestações exigem atenção imediata. Entre os chamados sinais de alarme estão dor abdominal intensa, vômitos persistentes, tontura, episódios de sangramento e sonolência.
Caso esses sintomas sejam observados, a recomendação é procurar uma unidade de saúde para atendimento médico e acompanhamento adequado.
O objetivo é permitir uma avaliação clínica rápida e o monitoramento da condição do paciente, conforme os protocolos adotados pelos serviços de saúde do município.
Apesar da suspensão da vacina do Butantan, a estratégia de vacinação contra a dengue em Belo Horizonte continua em andamento para o público contemplado pela Qdenga. Dessa forma, crianças e adolescentes de 10 a 14 anos seguem recebendo normalmente o imunizante disponível na rede municipal.
A diferenciação entre os dois imunizantes foi reforçada pela Prefeitura para evitar dúvidas entre os moradores. Enquanto a vacina do Butantan era aplicada exclusivamente em profissionais de saúde, a Qdenga permanece sendo utilizada na faixa etária já definida pelo programa de vacinação.
A orientação das autoridades municipais é que a população acompanhe as informações oficiais sobre a vacinação contra dengue e siga as recomendações dos serviços de saúde.
A suspensão temporária da vacina do Butantan representa uma mudança pontual na estratégia de imunização voltada aos profissionais de saúde da capital mineira. No entanto, segundo as informações divulgadas pela Prefeitura de Belo Horizonte, não houve registro de eventos graves entre os cerca de 3,5 mil trabalhadores imunizados desde o início da campanha.
Enquanto aguarda uma nova decisão das autoridades de saúde, o município manterá as doses armazenadas e continuará acompanhando os profissionais vacinados recentemente. Ao mesmo tempo, a vacinação de crianças e adolescentes com a Qdenga segue normalmente, garantindo a continuidade das ações de prevenção contra a dengue na cidade.

Formado em Comunicação Social pela Estácio BH, bacharel em Publicidade & Propaganda, é jornalista por opção. Fundador do Jornal & Portal COMUNIDADE EM AÇÃO (1996) Ainda menor de idade trabalhou do Departamento de Relações Públicas do Incra, despertando para o jornalismo. Atuou no marketing/vendas da ANTÁRCTICA, em seguida no marketing da COCA-COLA / KAIZER, PEPSI-COLA e AMBEV. Na Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) foi assessor de vereadores e membro do Colegiado de Comunicação.
