A importância do Serviço Social no atendimento de saúde
A presença de assistentes sociais em unidades de saúde é crucial para garantir um atendimento humanizado e integral, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade social. Esses profissionais são responsáveis por identificar e compreender os contextos sociais que afetam a saúde dos pacientes, proporcionando orientações sobre direitos e programas governamentais, além de articular serviços públicos e mediar a comunicação entre equipe médica, pacientes e suas famílias.
Em Belo Horizonte, a ausência desses importantes profissionais no período noturno tem gerado preocupações. Com o aumento da demanda por serviços de urgência e emergência, a falta de assistentes sociais à noite sobrecarrega as equipes de saúde com demandas que não estão dentro de suas atribuições primárias, comprometendo a qualidade do atendimento.
Comissão de Saúde e Saneamento cobra explicações da PBH
Na última quarta-feira (26/08), a Comissão de Saúde e Saneamento da Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou o envio de um pedido de informação ao Executivo municipal. A iniciativa, liderada pela vereadora Juhlia Santos do Psol, busca esclarecer a ausência de assistentes sociais nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e hospitais da cidade durante o período noturno.
O documento solicita dados sobre o atual quadro de assistentes sociais lotados nas UPAs e hospitais, incluindo regime e escala de horários. Além disso, a comissão questiona se há equipes de plantão à noite ou se o atendimento é feito por sobreaviso ou remotamente. Outro ponto destacado é a existência de registros de ocorrências de vulnerabilidade social durante a noite sem a cobertura de profissionais de serviço social.
Vulnerabilidade social e saúde: um desafio noturno
A ausência de assistentes sociais à noite pode ter consequências gravíssimas para a população em situação de vulnerabilidade, que depende do serviço social para receber o suporte adequado. Casos de violência doméstica, abandono de incapazes, atenção à população em situação de rua, óbitos e mediação familiar são situações que muitas vezes ocorrem fora do horário comercial e exigem uma resposta rápida e eficaz.
Com a falta de profissionais disponíveis à noite, o atendimento a essas situações pode ser postergado para o turno matutino, prejudicando a assistência aos pacientes e a resolução de problemas urgentes. Essa realidade foi relatada por usuários do sistema público de saúde e trabalhadores da rede municipal que procuraram o gabinete da vereadora Juhlia Santos para expressar suas preocupações.
Demandas e encaminhamentos: o que espera a PBH
O pedido de informação encaminhado à Prefeitura de Belo Horizonte, assinado pela Comissão de Saúde e Saneamento, solicita ainda o histórico de encaminhamentos que foram adiados para o período da manhã devido à falta de assistência social à noite. O documento indaga se a Secretaria Municipal de Saúde possui registros desses casos e se há estudos em andamento para resolver essa questão.
Além disso, a comissão pergunta se há planos para ampliar o quadro de assistentes sociais ou implementar plantões noturnos de 24 horas, garantindo assim a presença contínua e incessante desses profissionais nas unidades de urgência do município. A expectativa é que, ao responder a essas perguntas, a PBH possa delinear medidas eficazes para melhorar a assistência social no atendimento de saúde, especialmente durante a noite.
Próximos passos e a resposta da Prefeitura
Após o envio do pedido de informação, a Prefeitura de Belo Horizonte tem um prazo de 30 dias para responder às questões levantadas pela Comissão de Saúde e Saneamento. Esse é um passo importante para avaliar a situação atual e buscar soluções que beneficiem tanto os usuários do SUS quanto os trabalhadores da saúde.
A resposta da PBH será fundamental para entender as dificuldades enfrentadas pelas unidades de saúde e para traçar estratégias que garantam a presença de assistentes sociais, especialmente em horários críticos. A expectativa é que as informações fornecidas pelo Executivo municipal possam guiar ações concretas e eficazes para aprimorar o atendimento e o suporte social oferecido à população de Belo Horizonte.
O suporte do Serviço Social nas unidades de urgência e emergência é pilar indispensável para assegurar a integralidade do cuidado, a dignidade dos pacientes e a humanização do atendimento em momentos críticos.

Formado em Comunicação Social pela Estácio BH, bacharel em Publicidade & Propaganda, é jornalista por opção. Fundador do Jornal & Portal COMUNIDADE EM AÇÃO (1996) Ainda menor de idade trabalhou do Departamento de Relações Públicas do Incra, despertando para o jornalismo. Atuou no marketing/vendas da ANTÁRCTICA, em seguida no marketing da COCA-COLA / KAIZER, PEPSI-COLA e AMBEV. Na Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) foi assessor de vereadores e membro do Colegiado de Comunicação.
