Levantamento do Ipead aponta que ovos de chocolate e pescados estão mais caros em Belo Horizonte, exigindo pesquisa do consumidor
A celebração da Páscoa em 2026 exigirá um planejamento financeiro mais rigoroso dos moradores de Belo Horizonte. Segundo o levantamento mais recente divulgado pelo Ipead/UFMG (Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis da Universidade Federal de Minas Gerais), os produtos tradicionais da época, como ovos de chocolate, caixas de bombom e pescados, registraram uma alta significativa nos preços em comparação ao ano anterior. O estudo, que mapeou diversos estabelecimentos da capital mineira, destaca que a inflação da Páscoa superou o índice geral de preços, impactando diretamente o bolso das famílias.
O cenário da inflação da Páscoa em 2026
De acordo com os dados coletados pelos pesquisadores do Ipead UFMG, o aumento médio dos produtos típicos da semana santa reflete a pressão nos custos de produção, especialmente no setor de cacau e logística. O “vilão” do orçamento, como já esperado, é o ovo de chocolate. O item apresentou um reajuste que varia conforme o tamanho e a marca, mas a tendência de alta é generalizada em todos os supermercados e lojas especializadas consultadas na capital.
Além do chocolate, os pescados — essenciais para quem mantém a tradição de não consumir carne vermelha no período — também não escaparam dos reajustes. O bacalhau, item de maior valor agregado, e peixes mais populares, como a tilápia e a merluza, registraram variações que superam a média da inflação acumulada nos últimos doze meses.
Variação de preços exige pesquisa minuciosa
Um dos pontos mais alarmantes da pesquisa do Ipead UFMG é a disparidade de preços entre diferentes estabelecimentos. A variação de um mesmo produto pode chegar a quase 90% dependendo da região e do tipo de comércio pesquisado em Belo Horizonte. Esse dado reforça a importância de o consumidor não realizar a compra por impulso.
O levantamento indica que itens como caixas de bombons e ovos de marcas populares apresentam as maiores oscilações. Em alguns bairros da capital, o consumidor pode encontrar o mesmo ovo de Páscoa com uma diferença nominal de dezenas de reais. Segundo os analistas do instituto, essa discrepância ocorre devido a estratégias de estoque, margem de lucro de cada varejista e custos operacionais logísticos específicos de cada região da cidade.
Impacto no comportamento do consumidor belo-horizontino
Diante dos preços elevados, a tendência é que o consumidor de Belo Horizonte busque alternativas para manter a tradição sem comprometer o orçamento doméstico. A pesquisa sinaliza um aumento na procura por barras de chocolate e bombons avulsos, que possuem um valor por quilo consideravelmente menor do que os ovos de Páscoa tradicionais.
Além disso, o setor de confeitaria artesanal tem ganhado espaço. Pequenos produtores locais podem oferecer opções personalizadas que, em muitos casos, apresentam uma relação custo-benefício mais atraente para quem deseja presentear. O Ipead UFMG ressalta que, embora o preço nominal desses produtos artesanais também tenha subido devido ao custo da matéria-prima, a concorrência direta com a indústria acaba gerando mais opções de escolha para a população.
Dicas para economizar na Páscoa 2026

Com base nos dados do Ipead, especialistas sugerem algumas estratégias para mitigar o impacto da alta de preços:
- Substituições Inteligentes: Optar por peixes nacionais ou sazonais menos procurados pode reduzir o custo da ceia significativamente em relação ao bacalhau importado.
- Fracionamento de Compras: Comprar os chocolates com antecedência ou utilizar cupons de descontos em aplicativos de supermercados tem se mostrado eficaz.
- Marcas Próprias: Muitas redes de supermercados em BH oferecem ovos de marca própria que, segundo a pesquisa, costumam ser mais baratos que as marcas líderes de mercado.
- Lista de Compras: Definir quem será presenteado e estabelecer um teto de gastos evita gastos extraordinários no momento da compra.
Relevância local e impacto social
O monitoramento de preços realizado pelo Ipead/UFMG cumpre um papel social fundamental ao oferecer transparência ao mercado. Para a economia de Belo Horizonte, o período da Páscoa é um dos mais importantes do primeiro semestre para o setor de varejo e serviços. No entanto, o aumento acima da inflação acende um alerta sobre o poder de compra da classe média e das famílias de baixa renda, que precisam adaptar suas tradições culturais às condições econômicas vigentes em 2026.
A expectativa é que, com a divulgação desses dados, o setor varejista possa realizar promoções de última hora para escoar os estoques, especialmente nos dias que antecedem o domingo de Páscoa, momento em que as variações podem sofrer novas alterações bruscas.

Formado em Comunicação Social pela Estácio BH, bacharel em Publicidade & Propaganda, é jornalista por opção. Fundador do Jornal & Portal COMUNIDADE EM AÇÃO (1996) Ainda menor de idade trabalhou do Departamento de Relações Públicas do Incra, despertando para o jornalismo. Atuou no marketing/vendas da ANTÁRCTICA, em seguida no marketing da COCA-COLA / KAIZER, PEPSI-COLA e AMBEV. Na Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) foi assessor de vereadores e membro do Colegiado de Comunicação.
