Medida da Prefeitura busca reduzir casos de leishmaniose visceral humana e canina em áreas de maior incidência da doença
A Prefeitura de Belo Horizonte intensificou a estratégia de combate à leishmaniose visceral com a distribuição de coleiras impregnadas com inseticida para cães em regiões da capital consideradas prioritárias. A ação ocorre em áreas com maior incidência de casos humanos da doença e tem como objetivo reduzir a circulação do mosquito-palha, transmissor da leishmaniose visceral.
Segundo a administração municipal, a iniciativa integra um conjunto de medidas de controle da doença, considerada grave e com risco de morte. Na área urbana, o cão é apontado como o principal reservatório da leishmaniose visceral. Por isso, o uso das coleiras busca evitar a infecção dos animais e, consequentemente, diminuir a transmissão para humanos.
De acordo com o diretor de Zoonoses, Eduardo Viana, o foco principal da medida é interromper o ciclo da doença.
“O objetivo principal é evitar a infecção do cão e, consequentemente, reduzir a ocorrência de leishmaniose em humanos”, afirmou.
Coleiras são distribuídas em áreas prioritárias de BH
O encoleiramento de cães é realizado de forma programada e segue pactuação com o Ministério da Saúde. A distribuição acontece exclusivamente em áreas específicas da capital, definidas a partir de critérios técnicos adotados pela Prefeitura de Belo Horizonte.
Entre os fatores considerados para selecionar as regiões estão a incidência de casos humanos da doença, o número de cães diagnosticados com leishmaniose visceral canina e os índices de vulnerabilidade social.
As coleiras possuem inseticida com efeito repelente contra o mosquito-palha e também auxiliam no controle de moscas, pulgas e carrapatos. Conforme informado pela prefeitura, os acessórios precisam ser substituídos a cada seis meses para manter a eficácia da proteção.
Desde 2023, cerca de 175 mil coleiras já foram utilizadas em Belo Horizonte, considerando também as trocas semestrais realizadas ao longo do período.
Controle da leishmaniose exige cuidados ambientais
Apesar da distribuição das coleiras, a prefeitura destaca que o encoleiramento não substitui outras medidas preventivas necessárias para combater a leishmaniose visceral.
Segundo Eduardo Viana, o controle da doença depende também do manejo adequado dos ambientes. Entre as recomendações estão a capina e limpeza frequente de quintais, além da retirada de folhas, troncos, frutos apodrecidos, fezes de animais e qualquer tipo de matéria orgânica acumulada.
A orientação é redobrar os cuidados principalmente em locais úmidos e sombreados, ambientes considerados favoráveis para a proliferação do mosquito-palha, vetor da doença.
Além disso, a Prefeitura de Belo Horizonte realiza o controle químico do mosquito transmissor por meio da aplicação de inseticida em áreas internas e externas de imóveis.
Em 2025, aproximadamente 31 mil imóveis receberam borrifação de inseticida no município. Já neste ano, cerca de 3.500 imóveis passaram pelo procedimento.
Exame gratuito para cães pode ser solicitado pela população
Outra medida adotada pela prefeitura é a oferta gratuita de exames para diagnóstico da leishmaniose visceral canina. O serviço pode ser solicitado pelo Portal de Serviços da PBH ou pelo telefone 156.
Após a solicitação e o agendamento, equipes de zoonoses vão até o imóvel do tutor para realizar a coleta de sangue do animal. Caso o resultado seja positivo, o responsável pelo cão é comunicado oficialmente.
Segundo a prefeitura, mediante autorização do tutor, é feito o agendamento para recolhimento do animal, seguindo as recomendações do Ministério da Saúde. O procedimento só ocorre após a assinatura de um termo de consentimento pelo responsável.
As informações sobre o fluxo para solicitação dos exames e demais orientações sobre a doença estão disponíveis no Portal de Serviços da Prefeitura de Belo Horizonte.
Números da leishmaniose em Belo Horizonte
Os dados divulgados pela prefeitura mostram que a leishmaniose visceral continua exigindo atenção das autoridades de saúde pública na capital mineira.
Em 2025, Belo Horizonte registrou 17 casos de leishmaniose visceral humana. Neste ano, já foram confirmados três casos da doença.
Em relação aos cães, aproximadamente 4 mil animais tiveram diagnóstico positivo para leishmaniose visceral canina em 2025. Neste ano, o número está em cerca de 1.200 casos positivos.
Os dados reforçam a preocupação com o avanço da doença e a necessidade de ações contínuas de prevenção e controle em Belo Horizonte.
Impacto da prevenção para a saúde pública
A estratégia adotada pela Prefeitura de Belo Horizonte evidencia a importância da integração entre controle ambiental, monitoramento sanitário e proteção animal no enfrentamento da leishmaniose visceral.
Além da proteção direta aos cães, considerados reservatórios da doença em áreas urbanas, as ações têm impacto na redução dos riscos para a população. O trabalho preventivo também busca diminuir a circulação do mosquito-palha em regiões mais vulneráveis da capital.
Com a continuidade da distribuição de coleiras, da realização de exames gratuitos e das ações de borrifação de inseticida, o município tenta conter o avanço da doença e ampliar as medidas de proteção à saúde pública.

Formado em Comunicação Social pela Estácio BH, bacharel em Publicidade & Propaganda, é jornalista por opção. Fundador do Jornal & Portal COMUNIDADE EM AÇÃO (1996) Ainda menor de idade trabalhou do Departamento de Relações Públicas do Incra, despertando para o jornalismo. Atuou no marketing/vendas da ANTÁRCTICA, em seguida no marketing da COCA-COLA / KAIZER, PEPSI-COLA e AMBEV. Na Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) foi assessor de vereadores e membro do Colegiado de Comunicação.
