Projeto reúne até 50 participantes para observar e fotografar aves no Parque da Serra do Curral, em Belo Horizonte
No próximo sábado (8), o Parque da Serra do Curral, no Mangabeiras, recebe a 6ª edição do Projeto Avistavis em 2026. A atividade gratuita promove uma expedição voltada à observação e fotografia de aves, reunindo público profissional e amador interessado na avifauna e na biodiversidade de Belo Horizonte.
A iniciativa é promovida pela organização da sociedade civil Ecoavis (@ecoavis), em parceria com a Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica (FPMZB). Para participar, é necessário realizar inscrição prévia. São disponibilizadas 50 vagas por edição, e o prazo para inscrição termina às 12h desta sexta-feira (7), ou antes, caso todas as vagas sejam preenchidas.
Observação de aves começa cedo no Parque da Serra do Curral
A programação do Avistavis começa às 6h30, com a concentração dos participantes no gramadão do parque. Depois das orientações para a atividade, o grupo inicia a saída às 7h.
Os participantes podem levar máquinas fotográficas de qualquer tipo e binóculos. Para aproveitar melhor a expedição, a organização recomenda o uso de protetor solar, repelente, boné e calçados fechados. Também é indicado levar um bom agasalho, devido ao frio característico do horário e desta época do ano.
Outro cuidado está relacionado à aproximação das aves. Para evitar que os animais sejam afugentados, a recomendação é utilizar roupas em cores neutras e manter tom de voz baixo durante a comunicação entre os participantes.
Avifauna do parque reúne diferentes espécies
Durante a expedição, os participantes poderão encontrar uma variedade de espécies no Parque da Serra do Curral. Entre as aves citadas estão maria-preta-de-penacho, águia-serrana, campainha-azul, saíra-amarela, cambacica, choca-da-mata, pitiguari, piolhinho e sabiá-barranco.
Também fazem parte da lista corruíra, carcará, gavião-carrapateiro, chorozinho-de-chapéu-preto, sanhaço-de-fogo, meia-lua-do-cerrado, rabo-mole-da-serra, tachuri-campainha, bandoleta, joão-bobo, saí-andorinha e pintassilgo.
Os participantes ainda poderão observar petrim, macuquinho, falcão-quiriquiri, beija-flor-de-orelha-violeta, capacetinho-do-oco-do-pau e gibão-de-couro.
Além dos registros fotográficos e da observação, os técnicos da Ecoavis vão apresentar informações sobre hábitos, características, técnicas de observação e outras curiosidades relacionadas às aves da cidade.
Projeto Avistavis contribui para conhecimento da biodiversidade
A atividade também permite aos visitantes conhecer as belezas, a biodiversidade e os recursos naturais do Parque da Serra do Curral, área criada com o objetivo de proteger uma região da Serra do Curral, considerada cartão-postal de Belo Horizonte.
O trabalho de observação também pode contribuir para o mapeamento da biodiversidade. Um exemplo ocorreu em maio deste ano, durante uma expedição do Avistavis no Parque Ursulina de Andrade Mello, na Pampulha.
Na ocasião, os participantes presenciaram o primeiro registro oficializado da espécie coró-coró em Belo Horizonte.
Segundo Juan Espanha, chefe da Seção de Aves do Jardim Zoológico da FPMZ e participante das expedições, a espécie ainda não havia sido avistada em outro local da cidade com registro oficializado, embora existissem relatos de ocorrência do coró-coró na Lagoa da Pampulha.
Registro do coró-coró reforça importância da observação
De acordo com Juan Espanha, a presença do tapicuru-de-cara-pelada, também conhecido como tapicuru, na região da Pampulha pode gerar confusão entre observadores iniciantes. As duas aves pertencem à mesma família e vivem em ambientes úmidos.
O especialista explica que existem diferenças entre as espécies. O coró-coró prefere áreas de mata mais fechada e possui uma vocalização marcante, característica relacionada ao seu nome popular. Além disso, não costuma formar grandes bandos como o tapicuru.
No registro realizado no Parque Ursulina, a identificação foi confirmada oficialmente como coró-coró. A espécie apresenta plumagem mais azulada, enquanto o tapicuru tende ao preto, com tonalidade esverdeada durante o período reprodutivo.
Outra diferença está na face. Como indica o próprio nome, o tapicuru possui a face sem penas e de coloração clara. Já o coró-coró apresenta a face mais escura, sem o mesmo destaque.
Para Gelson Leite, presidente da FPMZ, o registro demonstra a importância da preservação e manutenção dos parques municipais para a conservação da biodiversidade.
Segundo ele, as áreas verdes quase contíguas, especialmente para a avifauna, funcionam como corredores ecológicos. Esse conjunto de espaços forma um mosaico que oferece abrigo, proteção, alimento e condições de sobrevivência para os animais.
Nesse contexto, o presidente da FPMZ destaca que projetos de lazer responsável, como o Avistavis, também podem contribuir para ampliar o conhecimento científico sobre a biodiversidade presente nos parques municipais.
Próximas expedições do Avistavis em 2026
Após a atividade deste sábado no Parque da Serra do Curral, o calendário do projeto prevê outras três expedições ao longo de 2026:
- 8 de agosto: Parque da Serra do Curral — Centro-sul;
- 12 de setembro: Parque Ecológico Francisco Lins do Rego — Ecológico da Pampulha;
- 17 de outubro: Parque Municipal das Mangabeiras Maurício Campos — Centro-sul;
- 14 de novembro: Parque Carlos de Faria Tavares — Parque Vila Pinho, Barreiro.
A programação do Avistavis amplia as oportunidades de observação de aves em diferentes áreas verdes de Belo Horizonte. Ao combinar lazer, fotografia, educação ambiental e registro da fauna, as expedições também ajudam a aproximar o público da biodiversidade existente nos parques da cidade.

Formado em Comunicação Social pela Estácio BH, bacharel em Publicidade & Propaganda, é jornalista por opção. Fundador do Jornal & Portal COMUNIDADE EM AÇÃO (1996) Ainda menor de idade trabalhou do Departamento de Relações Públicas do Incra, despertando para o jornalismo. Atuou no marketing/vendas da ANTÁRCTICA, em seguida no marketing da COCA-COLA / KAIZER, PEPSI-COLA e AMBEV. Na Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) foi assessor de vereadores e membro do Colegiado de Comunicação.
