Exposição no Centro Cultural UFMG transforma sombras em arte e reflexão visual

Mostra “O chão que piso”, de Nina de Souza-Lima, ocupa o Centro Cultural UFMG com pinturas inspiradas nas sombras do Parque das Mangabeiras em Belo Horizonte

A exposição “O chão que piso”, da artista Nina de Souza-Lima, será aberta ao público na próxima sexta-feira, 22 de maio, às 19h, no Centro Cultural UFMG, em Belo Horizonte. A mostra reúne 22 pinturas que investigam a sombra como elemento central da composição artística, propondo uma reflexão sobre percepção, materialidade e transformação por meio da arte visual. A entrada é gratuita e a classificação é livre.

As obras ficarão expostas até o dia 28 de junho, na Sala Celso Renato de Lima, localizada na Avenida Santos Dumont, 174, no Centro da capital mineira. A iniciativa destaca uma pesquisa visual desenvolvida a partir da observação da sombra projetada por uma ponte rústica de tábuas e cordas no Parque das Mangabeiras.

Sombra ganha protagonismo na exposição “O chão que piso”

Na exposição “O chão que piso”, a artista Nina de Souza-Lima propõe uma mudança de perspectiva ao transformar a sombra em protagonista da imagem. Em vez de ocupar um papel secundário, ela passa a ser elemento estrutural das pinturas, assumindo presença própria nas telas.

Segundo a proposta apresentada pela mostra, a sombra deixa de depender do objeto que a originou e se torna matéria de criação artística. A partir do uso de cores, linhas, ritmos e pontos, a artista constrói uma narrativa visual baseada nos caminhos percorridos pela luz e pelas projeções observadas no cotidiano.

A pesquisa que originou a série foi desenvolvida a partir das formas criadas pela sombra de uma ponte no Parque das Mangabeiras, um dos espaços mais conhecidos de Belo Horizonte. A observação desse cenário cotidiano serviu de base para a criação das pinturas que integram a exposição no Centro Cultural UFMG.

Além disso, a proposta artística busca estimular o público a refletir sobre aquilo que normalmente é visto como passageiro ou efêmero. Nas obras, a sombra surge como presença sensível e permanente, conectando memória, percepção e experiência visual.

Mostra reúne 22 pinturas em diferentes formatos

A série “O chão que piso” ainda está em desenvolvimento e atualmente é composta por 22 pinturas em formatos e dimensões variados. De acordo com a apresentação da exposição, essa diversidade amplia as possibilidades de interpretação e fortalece o diálogo entre o observador e as imagens.

Cada tela funciona como um espaço de experimentação visual. As mudanças de escala, composição e forma criam diferentes leituras da sombra, permitindo que o público perceba novas relações entre os elementos presentes nas obras.

Outro aspecto destacado na exposição é a linguagem artística de Nina de Souza-Lima. Embora a pincelada da artista seja frequentemente associada ao pontilhismo, a proposta estética apresentada na mostra se aproxima mais da lógica construtiva dos mosaicos.

Essa característica faz com que o ponto deixe de ser apenas detalhe técnico e passe a ocupar um papel expressivo nas composições. Nas pinturas, os elementos visuais se expandem em formas abstratas e figurativas, construindo uma identidade própria dentro da pesquisa artística desenvolvida pela autora.

<h3>Trajetória da artista reúne formação no Brasil e no exterior</h3>

Nina de Souza-Lima possui formação em Arte, Desenho, Plástica e Fotografia pela Escola de Design da UEMG. A artista também frequentou a Escola de Belas Artes da UFMG e realizou estudos na University of California San Diego e no Grossmont College, nos Estados Unidos, onde obteve AA Degree.

Com trajetória consolidada, Nina participou de exposições coletivas em diferentes estados brasileiros e no exterior. Em Minas Gerais, realizou seis exposições individuais ao longo da carreira.

Sua produção artística integra acervos públicos e coleções particulares. Além da pintura, sua pesquisa também transita por linguagens como fotografia, desenho e colagem. A artista ainda atua em atividades formativas, incluindo palestras e oficinas.

Exposição no Centro Cultural UFMG transforma sombras em arte e reflexão visual
Exposição no Centro Cultural UFMG transforma sombras em arte e reflexão visual Foto: Divulgação

Centro Cultural UFMG recebe exposição com entrada gratuita

A exposição “O chão que piso” integra a programação cultural do Centro Cultural UFMG e amplia o acesso do público à produção artística contemporânea em Belo Horizonte. Com entrada gratuita e classificação livre, a mostra busca aproximar visitantes de diferentes perfis da arte visual produzida em Minas Gerais.

A proposta da exposição também reforça o papel dos espaços culturais na promoção da reflexão estética e no incentivo ao contato com diferentes linguagens artísticas. Ao transformar um elemento cotidiano em experiência visual, a mostra apresenta novas formas de percepção sobre luz, espaço e memória.

A visitação acontece de terça a sexta-feira, das 9h às 20h. Aos sábados, domingos e feriados, o funcionamento será das 9h às 17h.

Serviço

Exposição: O chão que piso – Nina de Souza-Lima
Abertura:</strong> 22 de maio, às 19h
Visitação:</strong> até 28 de junho
Local:</strong> Sala Celso Renato de Lima – Centro Cultural UFMG
Endereço: Avenida Santos Dumont, 174, Centro – Belo Horizonte
Entrada: gratuita
Classificação: livre