Cuidado com ligações suspeitas
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) fez um alerta importante aos clientes de instituições financeiras: um novo golpe, executado por telefone, tem como alvo os correntistas de bancos em todo o país. Criminosos estão se passando por gerentes de banco para enganar clientes e obter dados pessoais e financeiros.
O golpe começa com uma ligação na qual o criminoso finge ser um representante do banco do cliente. Para tornar a fraude mais convincente, os golpistas utilizam tecnologias que mascaram o número de origem da chamada, fazendo parecer que a ligação vem da própria agência bancária do cliente.
Como os golpistas agem
Os criminosos, ao se passarem por funcionários do banco, geralmente alegam que foram detectados descontos indevidos na conta-corrente do cliente ou que o cartão foi clonado. Em alguns casos, afirmam que há necessidade de uma atualização de segurança urgente.
Ao transmitir uma sensação de urgência e perigo, os golpistas esperam que o cliente, na tentativa de proteger suas finanças, forneça informações sensíveis, como senhas e dados bancários. Uma vez em posse destes dados, os criminosos prontamente os utilizam para efetuar transações fraudulentas.
Prevenção e segurança
A Febraban reforça que nenhum funcionário de banco tem permissão para solicitar informações financeiras ou senhas dos clientes por telefone. Se o cliente receber uma ligação suspeita, a recomendação é simples: desligue imediatamente e entre em contato com os canais oficiais do banco para esclarecer quaisquer dúvidas.
Raphael Mielle, diretor de Serviços e Segurança da Febraban, enfatiza: “Nenhum gerente ou funcionário de banco pede senhas, dados financeiros e muito menos que ele faça uma transação bancária para resolver supostos problemas na conta. Se receber este tipo de contato, encerre-o na hora. Se tiver dúvidas, contate os canais oficiais do banco.”
Dicas essenciais para proteger suas informações
A Febraban também orienta que senhas pessoais, códigos ou tokens são de uso pessoal, intransferível e exclusivo do cliente. Tais informações nunca devem ser compartilhadas com outras pessoas, nem digitadas ou fornecidas durante uma ligação ou através de mensagens de e-mails ou links.
A conscientização é fundamental. Os clientes devem manter-se informados sobre as práticas seguras e desconfiar sempre que solicitados a fornecer dados sensíveis, especialmente em situações em que não foram eles que iniciaram o contato.
O que fazer se você cair no golpe
Caso um cliente perceba que foi vítima de um golpe, a ação imediata é notificar o banco para que medidas de segurança possam ser rapidamente implementadas. Isso pode incluir o bloqueio do aplicativo bancário ou da senha de acesso.
Além disso, é crucial registrar um boletim de ocorrência junto às autoridades competentes. Isso não só ajuda na investigação do caso, como também é uma documentação válida que pode ser necessária em futuras resoluções de disputas com a instituição financeira.
“Nenhum gerente ou funcionário de banco pede senhas, dados financeiros e muito menos que ele faça uma transação bancária para resolver supostos problemas na conta. Se receber este tipo de contato, encerre-o na hora. Se tiver dúvidas, contate os canais oficiais do banco.” – Raphael Mielle, diretor de Serviços e Segurança da Febraban.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Formado em Comunicação Social pela Estácio BH, bacharel em Publicidade & Propaganda, é jornalista por opção. Fundador do Jornal & Portal COMUNIDADE EM AÇÃO (1996) Ainda menor de idade trabalhou do Departamento de Relações Públicas do Incra, despertando para o jornalismo. Atuou no marketing/vendas da ANTÁRCTICA, em seguida no marketing da COCA-COLA / KAIZER, PEPSI-COLA e AMBEV. Na Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) foi assessor de vereadores e membro do Colegiado de Comunicação.
