Dados do INMET apontam temperatura média de 24,56 °C em 2025 e reforçam tendência de aquecimento climático no país
O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) divulgou nesta semana que o ano de 2025 foi o sétimo mais quente no Brasil desde o início da série histórica, em 1961, com a temperatura média anual registrada de 24,56 °C, valor 0,33 °C acima da média climatológica de referência. Essa posição histórica decorre das observações coletadas em estações meteorológicas distribuídas por todo o território nacional ao longo de 65 anos de dados.
Os números foram compilados com base nas medições oficiais de temperatura de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2025. A análise publicada no portal do INMET revela um quadro climático que se mantém acima do padrão esperado historicamente, integrando um conjunto de anos recentes em que as temperaturas anuais ficaram sistematicamente mais altas do que as médias históricas.
Ranking de temperaturas e comparação com anos anteriores
Segundo o relatório, o ano de 2025 teve média anual de 24,56 °C, posicionando-se como o sétimo mais quente na série de 1961 a 2025. O recorde absoluto ainda pertence a 2024, que marcou a média mais alta da série (25,02 °C, com desvio de 0,79 °C acima da climatologia de referência).
O ranking dos anos mais quentes no Brasil reflete uma sequência de temperaturas elevadas nos últimos anos, com tendências que se destacam desde a década de 1990. Segundo a análise do INMET, nove dos dez anos mais quentes ocorreram a partir de 2012, confirmando um padrão de elevação térmica contínua ao longo das últimas décadas.
Tendência de aquecimento e distribuição geográfica
O relatório também aponta que o predomínio de temperaturas acima da média foi observado na maioria do país ao longo de 2025. Estados e regiões como Paraná, Mato Grosso, o sul do Pará e vastas áreas da Região Nordeste registraram os principais desvios em relação ao padrão climático estabelecido pela climatologia de 1991–2020.

Os gráficos e mapas de anomalia incluídos no estudo indicam um aquecimento consistente em todas as estações do ano, com aumentos particularmente significativos na primavera e no inverno, e elevações também no outono e verão. Essa distribuição reforça a ideia de que o aquecimento não está restrito a um período sazonal específico, mas se manifesta ao longo de todo o ciclo anual.
Contexto regional e global
Embora 2025 tenha sido o sétimo mais quente no Brasil, o país não está isolado nessa tendência. O INMET observa que, em escala global, 2025 figura como o terceiro ano mais quente já registrado. Em uma perspectiva continental, dados divulgados por outras instituições meteorológicas internacionais apontam que foi também um dos anos mais quentes na América do Sul, reforçando a conexão entre os padrões climáticos nacionais e o aquecimento observado em regiões vizinhas.
Esse contexto reforça a compreensão de que o aumento de temperaturas faz parte de uma dinâmica mais ampla de mudanças climáticas, em que fatores como a elevação de gases de efeito estufa na atmosfera influenciam padrões térmicos regionais e globais.
Sinais consistentes de aquecimento ao longo das décadas
Os dados históricos evidenciam que, entre as décadas de 1960 e 1980, as temperaturas médias no Brasil eram mais estáveis e muitas vezes próximas ou abaixo da média de referência. Contudo, a partir dos anos 2000, observa-se uma tendência persistente de valores positivos em relação à climatologia de referência de 1991–2020.
Essa tendência não se restringe a um único ano, mas aponta para um processo de aquecimento contínuo nas últimas duas décadas. A presença de valores acima da média em praticamente todas as estações do ano indica que as mudanças não ocorrem isoladamente, mas sim como parte de um padrão consistente de variação climática.
Impactos e relevância
Para pesquisadores e autoridades ambientais, os dados de 2025 acrescentam evidências à discussão sobre as mudanças climáticas e seus efeitos no Brasil. A tendência de aquecimento contínuo pode ter implicações diretas em setores como agricultura, saúde pública, consumo de energia e recursos hídricos. Além disso, o aumento das temperaturas médias pode agravar condições de calor extremo em áreas urbanas e rurais, com possíveis efeitos sobre a qualidade de vida e o bem-estar das populações.
Ao consolidar 2025 como um dos anos mais quentes da história recente, os dados do INMET reforçam a importância de monitoramento climático contínuo e de estratégias de adaptação para enfrentar futuros desafios associados às variações térmicas no Brasil. Esse acompanhamento sistemático de dados históricos permite criar políticas públicas fundamentadas e informar a sociedade sobre os fenômenos climáticos que afetam o país.

Formado em Comunicação Social pela Estácio BH, bacharel em Publicidade & Propaganda, é jornalista por opção. Fundador do Jornal & Portal COMUNIDADE EM AÇÃO (1996) Ainda menor de idade trabalhou do Departamento de Relações Públicas do Incra, despertando para o jornalismo. Atuou no marketing/vendas da ANTÁRCTICA, em seguida no marketing da COCA-COLA / KAIZER, PEPSI-COLA e AMBEV. Na Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) foi assessor de vereadores e membro do Colegiado de Comunicação.
