Cesta nas Férias

Cesta nas Férias: consulta ao benefício começa nesta sexta-feira(12) em Belo Horizonte

Famílias de estudantes da rede municipal podem verificar se têm direito à cesta básica e emitir o voucher de retirada. Consulta ao Programa Cesta nas Férias já está disponível

A consulta ao Programa Cesta nas Férias, benefício da Prefeitura de Belo Horizonte destinado a famílias em situação de vulnerabilidade, começa nesta sexta-feira (12). A ação atende responsáveis por estudantes matriculados na rede Municipal de Educação e em instituições parceiras, todos residentes na capital. A partir desta segunda-feira (15), inicia-se a entrega dos alimentos nos supermercados credenciados.

Segundo a administração municipal, mais de 40 mil famílias cadastradas no CadÚnico, com renda mensal de até R$ 218 por pessoa, estão aptas a receber a cesta. O acesso ao benefício depende da consulta no site cestaestudantes.pbh.gov.br, onde o responsável deve informar CPF e primeiro nome.

Como consultar e retirar a Cesta nas Férias

Assim que os dados são preenchidos, a plataforma gera um voucher com código numérico, indicação do supermercado e data prevista para a retirada. Esse voucher deve ser apresentado no local, junto com um documento de identificação com foto.

Se a família não puder comparecer no dia agendado, há uma alternativa: o atendimento continuará disponível até 29 de dezembro, na mesma loja indicada. Basta levar o voucher e o documento pessoal.

Para facilitar o acesso à informação, as escolas municipais e creches parceiras já receberam cartazes e panfletos que explicam como verificar se a família é beneficiária e o passo a passo para retirar o benefício.

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Composição da cesta e critérios do programa

Em julho, durante a primeira edição do ano, foram distribuídas 33.673 cestas. Cada família pode receber uma cesta por período de férias escolares. A seleção dos alimentos é definida pela equipe de nutrição da Secretaria de Segurança Alimentar e Nutricional (SMSAN), que estabelece os itens considerando volume, qualidade nutricional e necessidades das famílias atendidas.

As cestas incluem: açúcar cristal, arroz branco, café em pó, extrato de tomate, farinha de mandioca, farinha de trigo, feijão carioca, feijão preto, fubá, leite em pó, macarrão, óleo de soja, sal refinado e sardinha em conserva.

Há dois tipos de cesta, ambos com os mesmos alimentos, mas com quantidades diferentes. A versão entregue depende do número de estudantes matriculados na família. Quem tem até dois alunos recebe um volume; famílias com três ou mais estudantes retiram a cesta com quantidade ampliada.

Onde buscar mais informações

Além do site de consulta, a Prefeitura mantém uma página informativa no Portal PBH: pbh.gov.br/cestanasferias. A população também pode tirar dúvidas pela Central de Atendimento (3277-8870), que passa a funcionar a partir do dia 15, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h.

Integração com o enfrentamento à insegurança alimentar

O Programa Cesta nas Férias foi criado pela Lei 8.427/02 e integra o Plano de Enfrentamento da Insegurança Alimentar e da Fome em Belo Horizonte. Esse conjunto de ações busca atender moradores que enfrentam vulnerabilidade social, pobreza e dificuldades de acesso regular a alimentos.

A iniciativa garante a entrega de uma cesta básica duas vezes ao ano, nos períodos de dezembro/janeiro e julho. O benefício contempla famílias com pelo menos um estudante matriculado na rede municipal — incluindo educação infantil, ensino fundamental, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e creches conveniadas.

Importância social do programa

O Cesta nas Férias se consolidou como apoio essencial para milhares de famílias ao longo dos períodos de recesso escolar, quando muitos estudantes deixam de contar com refeições servidas diariamente nas unidades de ensino. A entrega dos alimentos reduz o impacto dessas pausas na rotina alimentar das crianças e adolescentes, além de ajudar no orçamento doméstico de quem já enfrenta renda limitada.

O alcance do programa, com mais de 40 mil famílias previstas para esta edição, mostra a dimensão da demanda social existente na cidade. A manutenção da política pública, amparada em lei e articulada com outras ações de segurança alimentar, reforça o compromisso do município com a proteção social e com o acesso regular a alimentos.

Para quem depende do benefício, o período de consulta e retirada é mais do que uma etapa burocrática. Representa uma garantia necessária para atravessar o fim de ano com maior estabilidade, especialmente em um cenário marcado por dificuldades econômicas que atingem de forma mais intensa as famílias cadastradas no CadÚnico. A continuidade do programa, somada à divulgação nas escolas e creches, tende a ampliar o acesso e facilitar a busca pelo direito já garantido.

 

Da Redação | redacao1@comunidadeemacao.com.br