Qdenga

Vacinação contra a dengue em BH: apenas crianças de 10 a 14 anos poderão iniciar esquema da Qdenga

PBH reforça orientação sobre público autorizado, busca ativa para segunda dose e regras de imunização

A partir da próxima segunda-feira, dia 24, a vacinação contra a dengue em Belo Horizonte terá uma mudança importante. Somente crianças e adolescentes de 10 a 14 anos poderão receber a primeira dose da Qdenga, conforme determinação do Ministério da Saúde. A cidade segue com o esquema de duas aplicações, com intervalo de três meses, e mantém a segunda dose garantida para quem tem entre 6 e 9 anos e já iniciou a imunização. 

Quem pode receber a vacina e como será o processo

Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte, o grupo de 10 a 14 anos passa a ser o único autorizado a iniciar a vacinação contra a dengue a partir do dia 24. O esquema vacinal permanece o mesmo para todos os públicos: duas doses separadas por três meses. 

A mudança não altera o direito das crianças de 6 a 9 anos que já receberam a primeira dose da Qdenga. Elas continuam aptas a completar o esquema com a segunda aplicação. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, é essencial que pais e responsáveis fiquem atentos ao prazo. 

A subsecretária de Promoção e Vigilância em Saúde, Thaysa Drummond, reforça a importância da atualização da caderneta. Ela lembra que a segunda dose está garantida para esse grupo e alerta que a dengue é uma doença séria. Por isso, levar as crianças que estão em atraso é fundamental para reduzir riscos. 

Locais e documentos exigidos para a vacinação

A vacinação contra a dengue está disponível em 153 centros de saúde da capital e no Serviço de Atenção à Saúde do Viajante. Os endereços e horários estão publicados no portal da Prefeitura de Belo Horizonte, onde o usuário pode consultar antes de se deslocar. Neste link está os endereços dos Centros de Saúde Norte.

Para receber a dose, a presença de pais, mães ou responsáveis legais é obrigatória. Também é necessário apresentar documento de identificação com foto ou Certidão de Nascimento, CPF, comprovante de endereço em Belo Horizonte e o cartão de vacina. 

Exigências buscam garantir segurança e regularidade do processo 

A prefeitura informa que a conferência da documentação é essencial para garantir que a aplicação siga corretamente os critérios definidos pelo Ministério da Saúde. O objetivo é manter a organização do fluxo, assegurar que o público prioritário seja atendido e evitar inconsistências no registro vacinal..

Intervalos obrigatórios e regras para quem teve dengue recentemente

Além dos critérios de idade, a imunização exige atenção para quem recebeu diagnóstico recente de dengue. A recomendação é aguardar seis meses após o início dos sintomas para receber a primeira dose da Qdenga. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, esse intervalo é importante para garantir que a resposta imunológica seja adequada e segura. 

Se a pessoa contrair dengue após receber a primeira dose, o esquema vacinal não muda. A única orientação é não tomar a segunda dose em um período inferior a 30 dias do início da doença. Após esse prazo mínimo, o esquema pode seguir normalmente, respeitando o intervalo de três meses entre as aplicações. 

Demanda crescente e importância do esquema completo

Com o aumento dos casos no país e a inclusão de novas faixas etárias na estratégia nacional, a vacinação contra a dengue se tornou uma ferramenta importante de controle. Em Belo Horizonte, a determinação do Ministério da Saúde reorganiza o fluxo para priorizar o grupo de maior circulação e risco epidemiológico no momento.

Além disso, a PBH reforça que completar o esquema de duas doses é essencial para garantir a proteção esperada. A ausência da segunda aplicação reduz a eficácia, por isso a orientação é não perder o prazo. 

Impacto para as famílias e relevância local 

A mudança afeta diretamente famílias com crianças entre 6 e 14 anos. Para o grupo de 10 a 14 anos, a ampliação segue como oportunidade de iniciar a proteção. Já para os menores de 10 que já tomaram a primeira dose, a atenção deve estar voltada ao retorno para a segunda. 

A necessidade de aguardar seis meses para quem teve dengue reforça o impacto da doença na rotina das famílias. A espera é parte do protocolo que busca segurança e redução de riscos. Por outro lado, manter os documentos organizados e seguir as orientações facilita o acesso aos serviços, especialmente em um período de alta procura. 

A vacinação, com outras ações de prevenção, compõe um conjunto de medidas importantes para evitar agravamentos e reduzir casos graves. Em um cenário em que surtos podem sobrecarregar os serviços de saúde, a adesão das famílias faz diferença no controle da dengue na capital.

Redação: Marcos Silva | redacao1@comunidadeemacao.com.br

Foto: PBH | Divulgação