Começou uma medida inédita do SUS que permite que pacientes sejam atendidos gratuitamente por planos de saúde privado. A iniciativa, parte do programa “Agora Tem Especialistas”, visa reduzir filas em áreas como cardiologia e oncologia, entre outras especialidades.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acompanharam na quinta-feira (14) o início do atendimento de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) em hospitais privados, por meio do programa Agora Tem Especialistas (saiba mais neste link). A primeira adesão foi da operadora Hapvida, que, em parceria com a Prefeitura do Recife, começou a receber oito pacientes para exames e cirurgias no Hospital Ariano Suassuna.
O programa permite que hospitais privados, normalmente exclusivos para beneficiários de planos de saúde, passem a atender pacientes do SUS, sem custo adicional para o cidadão.
“Essa é a novidade do Agora Tem Especialistas: a gente vai permitir que hospitais privados como esse, onde só entra quem tem plano de saúde, recebam pacientes pelo SUS”, explicou o ministro Alexandre Padilha.
A iniciativa funciona por meio da conversão de dívidas de ressarcimento das operadoras ao SUS em atendimentos especializados. O mecanismo pode gerar até R$ 1,3 bilhão por ano em consultas, exames e cirurgias, priorizando áreas como oncologia, ginecologia, cardiologia, ortopedia, oftalmologia e otorrinolaringologia.
O presidente Lula destacou que o objetivo é reduzir a fila de espera:
“Quando o Padilha chegou na Saúde, eu só pedi uma coisa: mais especialistas. Nós precisamos diminuir o tempo de espera. Então estou feliz e parabenizando vocês da rede pública e privada”.
Casos como o de Lindemberg Xavier da Silva, 42 anos, motorista de aplicativo, ilustram a mudança. “Ligaram perguntando se eu queria fazer a cirurgia e, em três dias, eu já estava no hospital, operado e aliviado. Fiquei surpreso com a rapidez, o cuidado e a atenção de todo mundo”, relatou.

Outra beneficiada foi Marilete Augusto Valério Santos, 67 anos, empregada doméstica. “Fazia três meses que eu esperava esse exame. Quando disseram que era amanhã, respondi: ‘pode ser qualquer dia, qualquer hora!’”, disse, emocionada.
O modelo prevê que a adesão das operadoras seja voluntária, com oferta mínima de serviços de R$ 100 mil mensais — ou R$ 50 mil, no caso de planos menores. Pacientes continuam entrando pelo SUS e, quando necessário, são encaminhados pela regulação municipal ou estadual para hospitais privados credenciados.
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Além de Recife, o programa prevê expansão. Em Pernambuco, o ministro Padilha anunciou R$ 15,3 milhões para ampliar o tratamento oncológico, incluindo um novo acelerador linear no Hospital Português de Beneficência e mais R$ 2,6 milhões para radioterapia.
Em Belo Horizonte, onde o SUS é gerido pelo município, o Jornal e Portal Comunidade em Ação questionou a prefeitura sobre a implantação do programa no SUS-BH, a gestão municipal informou: “A Secretaria Municipal de Belo Horizonte informa que aguarda orientações do Ministério da Saúde.”
Reportagem: Marcos Silva | redacao1@comunidadeemacao.com.br

Formado em Comunicação Social pela Estácio BH, bacharel em Publicidade & Propaganda, é jornalista por opção. Fundador do Jornal & Portal COMUNIDADE EM AÇÃO (1996) Ainda menor de idade trabalhou do Departamento de Relações Públicas do Incra, despertando para o jornalismo. Atuou no marketing/vendas da ANTÁRCTICA, em seguida no marketing da COCA-COLA / KAIZER, PEPSI-COLA e AMBEV. Na Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) foi assessor de vereadores e membro do Colegiado de Comunicação.
