Carlos-Henrique

PL busca equilíbrio entre liberdade religiosa e segurança institucional

O Projeto de Lei (PL) 3.789/22, que trata do acesso de representantes religiosos a instituições civis e militares de internação coletiva, está pronto para votação final no Plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

A proposta, de autoria do deputado Carlos Henrique (Republicanos), garante o direito à assistência espiritual a pessoas internadas, como pacientes hospitalares e detentos, vedando qualquer tipo de restrição à manifestação de fé.

A matéria avançou em 2/4, após aprovação em 2º turno pela Comissão de Cultura, que também incluiu duas emendas para ajustar pontos considerados sensíveis do texto original.
Segundo o relator e presidente da comissão, deputado Professor Cleiton (PV), uma das mudanças é a substituição da expressão “manifestação de fé” por “a qualquer tipo de fé”. A ideia é evitar interpretações amplas que possam abrir espaço para cultos, missas ou celebrações coletivas que afetem a rotina ou comprometam o ambiente dessas instituições.

“A liberdade religiosa é garantida, mas ela não pode colidir com outros direitos fundamentais, como a segurança, a ordem e o bom funcionamento dos serviços públicos de saúde e sistema prisional”, afirmou o deputado.
A outra emenda, de autoria do deputado Sargento Rodrigues (PL), determina que a assistência religiosa deve seguir as normas internas de cada instituição e também as diretrizes de saúde pública. Além disso, sugere que, sempre que possível, essas práticas sejam realizadas em espaços específicos para esse fim, de forma a evitar interferência na rotina dos demais internos.

O projeto altera a Lei 14.505/2002, que já trata do tema, e amplia as garantias para qualquer pessoa internada ter acesso ao apoio espiritual de sua escolha, respeitando suas crenças e convicções religiosas.
Mesmo com os ajustes, o relator ressaltou que o objetivo central do projeto foi mantido: proteger o direito à assistência religiosa como um aspecto essencial do cuidado humano. “Em momentos de fragilidade, a espiritualidade pode ser uma força decisiva para a recuperação e o equilíbrio emocional dos internos”, destacou.

Agora, o texto segue para análise final do Plenário da ALMG. Se aprovado em definitivo, será enviado à sanção do governo.

Da Redação | redacao1@comunidadeemacao.com.br

Foto: ALMG | Divulgação