Sargento vira réu por feminicídio de capitã da PM em Belo Horizonte

Sargento vira réu por feminicídio de capitã da PM em Belo Horizonte

Justiça aceita denúncia contra Eduardo Abner e mantém prisão preventiva por crime ocorrido em apartamento do casal

A Justiça aceitou a denúncia contra o sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, acusado de feminicídio contra uma capitã da Polícia Militar, e manteve a prisão preventiva do réu. A decisão foi tomada pela juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, do Tribunal do Júri – 1º Sumariante da Comarca de Belo Horizonte.

Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o crime ocorreu em 20 de julho, no apartamento onde o casal morava, após uma confraternização. O sargento também responde, no processo, por fraude processual, três acusações de lesão corporal e tráfico de drogas.

Feminicídio teria ocorrido no apartamento do casal

De acordo com o MPMG, Eduardo Abner teria utilizado um bastão de madeira para agredir a vítima no quarto do casal. A promotoria afirma que ela recebeu diversos golpes pelo corpo e, posteriormente, foi asfixiada.

O feminicídio foi denunciado no contexto de violência doméstica. Conforme a acusação, o crime teria sido cometido contra uma vítima que é mãe, por meio cruel, por motivo fútil, com uso de asfixia e com recurso que teria dificultado sua defesa.

Acusação aponta alteração da cena do crime

Ainda segundo o Ministério Público, após as agressões, o sargento teria alterado a cena do crime. Entre as ações atribuídas ao acusado estão colocar os lençóis da cama para lavar, descartar os pedaços de madeira utilizados nas agressões e apagar mensagens do celular da vítima.

Na mesma noite, o policial militar foi preso em flagrante depois de levar a esposa, já morta, ao Hospital Odilon Behrens, na região Noroeste de Belo Horizonte.

Defesa terá prazo para se manifestar

Com o recebimento da denúncia pela Justiça, Eduardo Abner passou à condição de réu no processo. A prisão preventiva foi mantida pela decisão judicial.

A defesa tem prazo de dez dias para se manifestar no processo.

O caso segue no Tribunal do Júri da Comarca de Belo Horizonte, onde serão analisadas as acusações apresentadas pelo Ministério Público e a manifestação da defesa.