Sacalão está mais barato em BH

Segurança alimentar: cesta básica fica mais barata em BH e mais 21 capitais em setembro

Tomate, manteiga e farinha de trigo lideram reduções na capital mineira, segundo pesquisa da Conab e DIEESE divulgada em 8 de outubro

A cesta básica ficou mais barata em Belo Horizonte e em outras 21 capitais brasileiras no mês de setembro. A redução foi apontada pela Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada em, 8 de outubro, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).

De acordo com o levantamento, o custo médio da cesta básica na capital mineira caiu 0,99%, fechando o mês em R$ 718,74. Dos 13 produtos avaliados, sete apresentaram redução de preço, com destaque para o tomate (-14,30%) a manteiga (-2,53%) e a farinha de trigo (-1,74%)..

Tomate puxa queda de preços em Belo Horizonte

O tomate foi o principal responsável pela redução do custo da cesta em Belo Horizonte. A queda acentuada, registrada também em 26 capitais brasileiras, está ligada ao aumento da oferta durante o período de colheita da safra nacional. Apenas Macapá teve alta no preço do produto (4,41%).

Além do tomate, outros alimentos que ficaram mais baratos na capital mineira foram açúcar cristal (-1,49%), leite integral (-1%), arroz agulhinha (-0,20%) e carne bovina de primeira (-0,18%).

Reduções se mantêm no acumulado do ano 

Entre dezembro de 2024 e setembro de 2025, nove itens da cesta apresentaram queda de preço médio em Belo Horizonte. Os destaques foram a batata (-23,09%), o arroz agulhinha (-21,73%), o açúcar cristal (-11,53%) e o feijão carioquinha (-6,36%)

No recorte de 12 meses, a tendência de redução se manteve: sete produtos ficaram mais baratos, com a batata liderando novamente a lista, acumulando queda de -43,95%.

Comparativo nacional mostra queda generalizada 

A pesquisa da Conab e do DIEESE revelou que 22 das 27 capitais brasileiras registraram redução no custo da cesta básica em setembro. As maiores quedas ocorreram em Fortaleza (-6,31%), Palmas (-5,91%), Rio Branco (-3,16%), São Luís (-3,15%) e Teresina (-2,63%).

As capitais com menores valores médios da cesta foram Aracaju (R$ 552,65), Maceió (R$ 593,17), Salvador (R$ 601,74), Natal (R$ 610,27) e João Pessoa (R$ 610,93). Já São Paulo teve o maior custo, com R$ 842,26.

 Fatores que influenciaram a queda  

O presidente da Conab, Edegar Pretto, atribuiu a redução nos preços às políticas públicas voltadas à segurança alimentar e ao abastecimento.

“A queda no custo da cesta básica em boa parte das capitais mostra que as políticas do Governo do Brasil para produção e abastecimento de alimentos estão funcionando. A Conab e o Dieese garantem transparência nos preços e ajudam a assegurar comida de qualidade e a preços justos na mesa das famílias brasileiras”, destacou Pretto.

O aumento da produção agrícola e o avanço das safras foram fatores determinantes para a queda de preços. No caso do arroz agulhinha, por exemplo, o recorde de produção da safra 2024/25 manteve o excedente interno alto, reduzindo as cotações mesmo com exportações aquecidas.

O açúcar também teve queda em 22 capitais, influenciada pela maior produção nas usinas paulistas e pela previsão de alta oferta na Ásia, o que derrubou os preços internacionais.

Outros alimentos e variações regionais  

O café em pó apresentou redução em 14 capitais, mesmo diante da valorização do grão no mercado internacional. Já o preço da carne bovina de primeira teve comportamento misto: caiu em 11 capitais, incluindo Belo Horizonte, mas subiu em outras 16, com destaque para Vitória (alta de 4,57%).

A batata, coletada nas regiões do Centro-Sul, ficou mais barata em dez capitais, com reduções entre –21,06% em Brasília e -3,54% em Porto Alegre. Belo Horizonte foi exceção, registrando aumento de 3,07% no produto.

Panorama do trimestre e ampliação da pesquisa 

No período de julho a setembro de 2025, a pesquisa apontou queda nos preços dos alimentos em 25 das 27 capitais analisadas. A maior redução foi registrada em Fortaleza (-8,96%), seguida por São Luís (-6,51%), Recife (-6,41%) e João Pessoa (-6,07%).

A coleta de dados foi ampliada de 17 para 27 capitais em 2025, resultado de uma parceria entre a Conab e o DIEESE. A expansão reforça as Políticas Nacionais de Segurança Alimentar e de Abastecimento, com o objetivo de oferecer um minoramento mais preciso e transparente dos preços que impactam o dia a dia das famílias brasileiras.

Com a tendência de redução e maior transparência nos preços, Belo Horizonte e outras capitais respiram um pouco mais aliviadas quando o assunto é segurança alimentar — um dos pilares para a qualidade de vida e o bem-estar das populações urbanas.

Reportagem: Marcos Silva | redacao1@comunidadeemacao.com.br

Foto: Foto: Vitor Vasconcelos | Divulgação