A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) firmou nesta quinta-feira (17) um contrato de R$ 159 milhões com a Caixa Econômica Federal (CEF) para a execução de obras de macrodrenagem em Venda Nova e na região Norte. A medida tem como objetivo combater os recorrentes alagamentos e inundações que afetam áreas críticas da cidade durante o período chuvoso.
O recurso foi viabilizado por meio do Programa de Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (Finisa), e será destinado à ampliação do sistema de drenagem urbana nos córregos Vilarinho, Nado e Ribeirão Isidoro. O prefeito Álvaro Damião anunciou a parceria em reunião com sua equipe de governo, destacando a importância do investimento. Segundo ele, a capacidade financeira da cidade e a gestão responsável permitiram o acesso a esse crédito.
“Esse contrato representa não só mais uma obra, mas a materialização do nosso compromisso com a população. BH honra seus compromissos e investe com responsabilidade”, afirmou o prefeito.
Reservatórios profundos para contenção de cheias
Entre as principais intervenções estão a construção do Reservatório Profundo Vilarinho II, a retomada das obras do reservatório Nado I e o novo barramento da Lagoa do Nado. Essas estruturas fazem parte de um sistema integrado de macrodrenagem, projetado para captar e armazenar o excesso de águas pluviais durante tempestades, reduzindo significativamente o risco de transbordamentos e enchentes.
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O Reservatório Vilarinho II, já com 40% das obras concluídas, terá capacidade para armazenar mais de 100 milhões de litros de água. A estrutura subterrânea terá 30 metros de profundidade, 140 metros de comprimento e 40 metros de largura – dimensões equivalentes a um prédio de 10 andares invertido. A conclusão da obra está prevista para o segundo semestre de 2026.
Esse reservatório enfrenta desafios técnicos devido à instabilidade do solo na região, o que exigiu adaptações no projeto e nas técnicas de construção, com foco na segurança estrutural e eficiência hidráulica.
Obras na Lagoa do Nado e melhorias ambientais
Outro ponto de destaque é a reconstrução do barramento da Lagoa do Nado, que teve sua barragem danificada. O novo projeto visa não só restaurar a segurança do local como também promover melhorias socioambientais no parque e ações de preservação ambiental.
A licitação da obra está prevista ainda para este ano, com início das intervenções no primeiro semestre de 2026. Já as obras do reservatório Nado I devem ser retomadas após o período chuvoso, respeitando as condições do solo para avanço seguro das escavações.
Impacto direto em bairros vulneráveis
As intervenções beneficiarão diretamente regiões com histórico de inundações, como os entornos da avenida Vilarinho e da rua Dr. Álvaro Camargos. As áreas atingidas frequentemente por enchentes verão uma redução expressiva nos episódios de transbordamento, protegendo centenas de famílias e comércios.
O novo sistema irá controlar o escoamento das chuvas ao armazenar a água e liberá-la gradualmente para os córregos. Isso evita que o volume excedente se espalhe pelas vias públicas e cause prejuízos estruturais e econômicos.
Bacia hidrográfica e sustentabilidade
Além de resolver problemas imediatos, as obras fortalecem a infraestrutura da cidade ao integrar o sistema de drenagem com a bacia hidrográfica do Ribeirão Isidoro, que deságua no Rio das Velhas, por sua vez afluente do Rio São Francisco.
Reportagem e Foto: Marcos Silva | redacao1@comunidadeemacao.com.br

Formado em Comunicação Social pela Estácio BH, bacharel em Publicidade & Propaganda, é jornalista por opção. Fundador do Jornal & Portal COMUNIDADE EM AÇÃO (1996) Ainda menor de idade trabalhou do Departamento de Relações Públicas do Incra, despertando para o jornalismo. Atuou no marketing/vendas da ANTÁRCTICA, em seguida no marketing da COCA-COLA / KAIZER, PEPSI-COLA e AMBEV. Na Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) foi assessor de vereadores e membro do Colegiado de Comunicação.
