Prefeitura lança sistema de vigilância com inteligência artificial para monitorar ruas, escolas, praças e o Novo Anel, ampliando o combate à criminalidade e a sensação de segurança na capital mineira
Belo Horizonte deu início, nesta segunda-feira (6), ao Muralha BH, um sistema integrado de monitoramento inteligente que promete transformar a segurança pública da capital. Desenvolvido pela Secretaria Municipal de Segurança e Prevenção, em parceria com a Prodabel, o programa vai criar uma Rede de Vigilância Inteligente em toda a cidade, utilizando tecnologia de ponta e inteligência artificial para combater crimes, otimizar o trânsito e melhorar a qualidade de vida dos moradores.
Este não é o primeiro projeto de segurança de Belo Horizonte. Em 2023 o Prefeito Fuad, em 2023, lançou o Plataforma a Colaborativa de Segurança que envolvia de segurança. O projeto da época envolvia à integração de câmaras privadas particulares com a rede do COP-BH.
Primeira fase já em andamento
O projeto começou a ser implementado com 600 câmeras já instaladas e em fase de testes. Até dezembro deste ano, outras mil unidades serão ativadas. A previsão é que todo o sistema esteja em funcionamento até o final de 2026. Segundo o prefeito Álvaro Damião, o Muralha BH representa um avanço inédito em segurança urbana.
“Estamos trazendo para Belo Horizonte o que há de mais moderno em tecnologia urbana. Nenhum veículo entra ou sai da cidade sem ser identificado. Saberemos se foi usado em crimes ou se é produto de furto ou roubo”, afirmou o prefeito.
Rede de Vigilância Inteligente
A estrutura completa prevê a instalação de mais de 12 mil câmeras distribuídas em praças, parques, centros de saúde, escolas municipais, vias principais e acessos aos corredores urbanos. A ideia é formar uma muralha digital que cerque toda a cidade com tecnologia e prevenção.
Entre os equipamentos, estão:
8 mil câmeras de segurança, sendo 1.890 do tipo PTZ (com giro de 360º) e unidades fixas;
2.650 câmeras LPR, especializadas na leitura de placas de veículos;
1,5 mil câmeras com reconhecimento facial.
Essas ferramentas também permitirão o monitoramento inteligente do trânsito, integrando o sistema de transporte público e semáforos, melhorando o fluxo e a segurança viária.
De acordo com Fernando Lopes, diretor-presidente da Prodabel, a tecnologia empregada coloca Belo Horizonte na vanguarda da inovação urbana no país.
“O Muralha BH foi concebido com base na infraestrutura de rede do município, resultando no sistema mais moderno, amplo e sofisticado em implantação no Brasil”, destacou.
Novo Anel sob vigilância total
Um dos pontos estratégicos do projeto é o monitoramento integral do Novo Anel, via que passou a ser administrada pela Prefeitura em junho. Atualmente, nove pontos já estão equipados com câmeras capazes de identificar placas de veículos nos dois sentidos da pista. O objetivo é garantir que nenhum automóvel passe sem ser detectado, reforçando o controle sobre o tráfego pesado e prevenindo infrações.
Com a implantação total, o Muralha BH terá 27 pontos de monitoramento e 170 câmeras inteligentes no Novo Anel, capazes de detectar:
Placas irregulares;
Evasão de faixa e excesso de velocidade;
Motocicletas em passarelas;
Veículos pesados circulando em áreas proibidas.
Inteligência artificial a serviço da segurança
Todas as imagens captadas serão analisadas pelo Centro de Operações de Belo Horizonte (COP-BH), que funciona 24 horas por dia e reúne representantes da Guarda Municipal, BHTrans, SLU, Samu, Corpo de Bombeiros e polícias Civil e Militar.
A partir de softwares com inteligência artificial, o sistema será capaz de emitir alertas automáticos ao detectar veículos roubados, pessoas procuradas, desaparecidas ou comportamentos suspeitos. A resposta das equipes será imediata, reduzindo o tempo de ação e aumentando a eficiência das abordagens.
O secretário municipal de Segurança e Prevenção, Márcio Lobato, explica o funcionamento:
“Assim que o alerta é lançado, o sistema emite uma notificação em vermelho. A partir disso, acionamos a Guarda Municipal e a Polícia Militar. Caso não seja possível a abordagem, o trajeto do veículo é registrado, permitindo que a Polícia Civil conduza a investigação com base em dados precisos.”
Dados que geram prevenção
Além de aumentar a segurança, o Muralha BH também vai criar um banco de dados georreferenciado, capaz de mapear padrões e rotas de crimes. Essa análise ajudará na prevenção de delitos e desastres urbanos, tornando o trabalho das forças de segurança mais estratégico.
Com a conclusão do projeto, Belo Horizonte será uma das cidades mais monitoradas e tecnológicas do Brasil, unindo inovação, segurança e inteligência urbana para proteger seus cidadãos e promover uma nova era de vigilância pública.
Da redação | redacao1@comunidadeemacao.com.br

Formado em Comunicação Social pela Estácio BH, bacharel em Publicidade & Propaganda, é jornalista por opção. Fundador do Jornal & Portal COMUNIDADE EM AÇÃO (1996) Ainda menor de idade trabalhou do Departamento de Relações Públicas do Incra, despertando para o jornalismo. Atuou no marketing/vendas da ANTÁRCTICA, em seguida no marketing da COCA-COLA / KAIZER, PEPSI-COLA e AMBEV. Na Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) foi assessor de vereadores e membro do Colegiado de Comunicação.
