A morte do prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman, nesta quarta-feira (26), gerou grande comoção no meio político. Lideranças de Belo Horizonte, do Estado de Minas Gerais e do Governo Federal manifestaram pesar pelo falecimento do economista, que estava internado no Hospital Mater Dei desde o dia 3 de janeiro devido a complicações de uma insuficiência respiratória aguda. O prefeito em exercício, Álvaro Damião, decretou luto oficial de oito dias na capital mineira.
A perda de Noman, que havia sido diagnosticado em junho de 2024 com Linfoma não Hodgkin de Grandes Células B, levanta questionamentos sobre o futuro político da cidade. Com a nova configuração no Executivo municipal, analistas avaliam como ficarão os acordos da base política para governar Belo Horizonte. Volta e meia o assunto era pauta na mídia e nos bastidores da política da cidade diante da possibilidade de Faud Noman não retornasse à gestão da Capital. Fontes da PBH em recente contato com o COMUNIDADE EM AÇÃO, disseram que em respeito ao Prefeito licenciado, que aguardavam o seu retorno para conduzir as decisões politicas do município.
Velório aberto ao público
A Prefeitura de Belo Horizonte informou que o velório do prefeito Fuad Noman será realizado no saguão da PBH nesta quinta-feira (27), das 13h às 16h. O evento será aberto à população, com acesso pela Av. Afonso Pena, 1.212.
O decreto oficializando o luto de oito dias foi publicado em edição extra do Diário Oficial do Município e pode ser acessado aqui.
Despedida e homenagens
Em publicação nas redes sociais, Álvaro Damião lamentou a morte de Fuad Noman e destacou sua trajetória na gestão pública. “É com profundo pesar que recebo a notícia da perda do meu amigo Fuad Noman. No último ano, o acompanhei passo a passo e testemunhei sua força, fé e coragem”, escreveu.
Damião ressaltou ainda o lado humano do prefeito. “Nosso relacionamento era profissional diante de nossas responsabilidades públicas. Mas era humano, fraterno e carinhoso no trato cotidiano. Fuad me tratava como um filho, sempre me orientando, aconselhando e puxando a orelha quando havia necessidade”, afirmou.
Deputados de Minas Gerais e vereadores de Belo Horizonte também se manifestaram sobre a morte de Fuad, reconhecendo seu legado na administração pública. A Câmara Municipal de Belo Horizonte divulgou uma nota de pesar lamentando o falecimento de Fuad Noman. “A política pode ser feita com ternura. Fuad era firme sem ser intolerante, propositivo sem jamais ser impositivo. Um homem do diálogo, da convergência e da união”, destacou Damião.
A batalha contra a doença
Fuad Noman enfrentava um delicado quadro de saúde desde junho de 2024, quando foi diagnosticado com um linfoma agressivo. Após passar por quimioterapia, chegou a apresentar remissão da doença, mas seguia em tratamento com anticorpos monoclonais. Com imunidade comprometida, evitava aparições públicas e tomou posse do cargo em 1º de janeiro de 2025 virtualmente.
Dois dias depois, em 3 de janeiro, foi internado na UTI do Mater Dei devido a insuficiência respiratória aguda. O quadro se agravou com um episódio de pneumonia, e no dia 4, Fuad solicitou licença do cargo, deixando a Prefeitura sob a responsabilidade de Álvaro Damião.
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Durante a internação, Fuad precisou ser intubado em duas ocasiões e passou por uma traqueostomia no dia 9 de janeiro. Na noite da última terça-feira (25), sofreu uma parada cardiorrespiratória sendo reanimado pelos médicos, mas não resistiu e faleceu às 11h27 desta quarta-feira.
Cenário político incerto

Com a morte de Fuad Noman, Belo Horizonte entra em um momento de indefinição política. A formação da base governista pode passar por rearranjos, e analistas apontam que o novo líder do Executivo municipal precisará trabalhar para manter a estabilidade administrativa e política da cidade.
O futuro da gestão municipal e os desdobramentos políticos serão acompanhados de perto, enquanto a cidade se despede do prefeito que esteve à frente da administração nos últimos anos.
Reportagem: Marcos Silva | redacao1@comunidadeemacao.com.br