Conferencia Municipal da Cidade

Conferência Municipal das Cidades define 12 propostas para o futuro urbano de BH

Belo Horizonte terá 49 representantes na próxima Conferência Estadual das Cidades, após a realização da 6ª Conferência Municipal, promovida pela Prefeitura. O evento, que reuniu diversos setores da sociedade, também definiu 12 propostas prioritárias voltadas ao desenvolvimento urbano da capital mineira.

Representatividade diversa e compromisso com o planejamento urbano

Dos 49 delegados eleitos, 36 representam movimentos sociais e populares, dois são de entidades sindicais, três são empresários ligados à produção e ao financiamento do desenvolvimento urbano, sete integram entidades profissionais, acadêmicas, de pesquisa ou conselhos federais, e um é representante do terceiro setor (ONGs). Eles se somarão aos 57 delegados do poder público municipal na etapa estadual, prevista para ocorrer até 31 de agosto.

A diversidade dos delegados reflete o engajamento coletivo com as políticas públicas de urbanismo e justiça social em Belo Horizonte.

Propostas para uma cidade mais justa e sustentável

Durante os quatro dias da conferência, que contou com participação presencial e online, os debates giraram em torno de três grandes eixos temáticos alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

Entre as propostas aprovadas, destacam-se:

  • Urbanização e regularização fundiária com foco na justiça socioespacial e garantia de permanência em assentamentos;

  • Qualificação dos processos de reassentamento e fortalecimento do acompanhamento social em programas habitacionais;

  • Criação de um Fundo Nacional de Saneamento, com recursos estáveis voltados a vilas, favelas e áreas rurais.

Outras propostas incluem o acesso à terra urbanizada integrada aos centros urbanos, uso do Fundo Metropolitano para obras locais, e a expansão do acesso digital e do letramento tecnológico com foco na justiça territorial.

Construção da Política Nacional de Desenvolvimento Urbano

Com o tema “Construindo a Política Nacional de Desenvolvimento Urbano: Caminhos para Cidades Inclusivas, Democráticas, Sustentáveis e com Justiça Social”, a conferência foi coordenada pela Secretaria Municipal de Política Urbana, com apoio do governo federal, do Conselho das Cidades e do Observatório das Metrópoles.

 Siga o Canal COMUNIDADE EM AÇÃO ON no WhtasApp têm notícias da ZN

✅ Siga o nosso Instagram: @comunidadeemacao

A retomada das conferências, após mais de uma década de interrupção, marca um passo importante na construção de uma agenda urbana nacional baseada em justiça climática, participação cidadã e enfrentamento das desigualdades.

Próximos passos: rumo à Conferência Nacional das Cidades

As propostas definidas nas etapas municipais e estaduais serão consolidadas e encaminhadas à Conferência Nacional das Cidades, programada para outubro de 2025. O objetivo é construir coletivamente as diretrizes da Política Nacional de Desenvolvimento Urbano (PNDU), com ênfase em:

  • Valorização de gênero, raça, etnia e cultura nos territórios;

  • Integração intersetorial de políticas públicas;

  • Fortalecimento de espaços participativos;

  • Articulação entre políticas federais e as periferias urbanas.                                                                                                                                   

Na Conferência Estadual em outubro serão tiradas as propostas para ser apresentadas na Conferência Nacional. Na ocasião, será construída coletivamente a agenda que orientará os próximos anos da política urbana no país.

Reportagem: Marcos Silva | redacao1@comunidademacao.com.br