Decisão prevê informações sobre calendário escolar, reposição da greve e descontos salariais de servidores da educação
A Justiça determinou que a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) apresente um plano revisado e detalhado para a reposição das aulas afetadas pela greve dos profissionais da rede municipal de educação ocorrida em 2026. A decisão foi tomada pela 1ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Municipal da Comarca de Belo Horizonte e também exige esclarecimentos sobre os descontos salariais aplicados aos servidores durante o período de paralisação.
A determinação partiu de uma tutela de urgência concedida pelo juiz Mateus Bicalho de Melo Chavinho, no âmbito de uma Ação Civil Pública (ACP) proposta pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-Rede/BH).
Segundo a decisão, a PBH deverá apresentar, no prazo de 15 dias úteis, um plano de reposição das aulas afetadas pela greve. O objetivo é detalhar como as atividades escolares serão reorganizadas para evitar prejuízos decorrentes da interrupção e garantir a continuidade do calendário escolar.
Plano de reposição deve detalhar aulas perdidas
Na decisão, o magistrado considerou que a paralisação abrupta das reposições que já estavam em andamento poderia provocar uma descontinuidade no calendário escolar e prejudicar a comunidade estudantil.
Diante desse cenário, o juiz apontou como solução proporcional a manutenção das atividades que já estão em curso, acompanhada da complementação do calendário escolar.
O plano solicitado à Prefeitura deverá apresentar o quantitativo de dias e horas perdidos por turma e o cronograma completo de reposição de cada unidade escolar.
Também deverá constar a comprovação do cumprimento dos 200 dias e das 800 horas para toda a Educação Infantil.
Além disso, a administração municipal terá de indicar os profissionais e serviços envolvidos na execução da reposição e apresentar justificativas técnicas para eventual e excepcional extensão das atividades para 2027.
Decisão prevê medidas para estudantes
A determinação judicial também estabelece que o planejamento considere situações específicas envolvendo os estudantes.
Entre as exigências estão medidas organizativas destinadas aos alunos que estejam em fase de transição de etapa ou de rede de ensino. A decisão ainda prevê a apresentação de relatórios periódicos sobre a execução do plano de reposição.
No trecho reproduzido da decisão no texto-base, o magistrado determina a apresentação do plano em prazo de 10 dias úteis, enquanto a informação inicial sobre a decisão estabelece prazo de 15 dias úteis. O conteúdo apresentado, portanto, registra os dois prazos em diferentes partes da decisão.
Descontos salariais também serão esclarecidos
Além do plano de reposição das aulas, a Justiça determinou que a PBH forneça informações sobre a metodologia utilizada para realizar os descontos salariais referentes aos dias de paralisação.
A Prefeitura deverá esclarecer quais critérios foram adotados para os descontos e informar o número de parcelas utilizado para a cobrança dos valores.
A decisão também exige informações sobre o procedimento previsto para eventual devolução dos valores descontados caso ocorra a reposição das aulas.
Outro ponto determinado pelo magistrado é a apresentação das medidas adotadas para evitar que os descontos comprometam a subsistência dos servidores da rede municipal de educação.
Calendário escolar e reposição
A decisão coloca a reposição das aulas como ponto central para a continuidade do calendário escolar após a greve ocorrida em 2026. Para a Justiça, a interrupção das reposições em andamento poderia gerar uma nova descontinuidade das atividades escolares e afetar os estudantes.
Por isso, a determinação busca estabelecer um planejamento detalhado, com informações por turma e por unidade escolar, além da definição das atividades, dos profissionais envolvidos e do acompanhamento da execução.
A exigência de comprovação dos 200 dias e das 800 horas para toda a Educação Infantil também integra o planejamento solicitado à Prefeitura.
Por outro lado, a decisão não trata apenas da organização pedagógica. Os descontos salariais relacionados à greve também deverão ser explicados pela administração municipal, incluindo critérios, parcelamento, eventual devolução e medidas destinadas a preservar a subsistência dos servidores.
A determinação judicial, portanto, reúne dois pontos diretamente relacionados aos efeitos da greve de 2026: a organização da reposição das aulas e a transparência sobre os descontos salariais aplicados aos profissionais da educação.
O cumprimento das medidas deverá fornecer informações detalhadas sobre o calendário de reposição, permitindo acompanhar como as aulas perdidas serão compensadas e quais providências serão adotadas para evitar impactos sobre estudantes e servidores.

Formado em Comunicação Social pela Estácio BH, bacharel em Publicidade & Propaganda, é jornalista por opção. Fundador do Jornal & Portal COMUNIDADE EM AÇÃO (1996) Ainda menor de idade trabalhou do Departamento de Relações Públicas do Incra, despertando para o jornalismo. Atuou no marketing/vendas da ANTÁRCTICA, em seguida no marketing da COCA-COLA / KAIZER, PEPSI-COLA e AMBEV. Na Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) foi assessor de vereadores e membro do Colegiado de Comunicação.
