Crescimento dos canais digitais
Os canais digitais se tornaram o principal meio de transações bancárias no Brasil, de acordo com a Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2026, conduzida pela Deloitte. Dados revelam que 83% das transações em 2025 ocorreram via internet banking e mobile banking. Desse percentual, 78% foram realizadas exclusivamente através de dispositivos móveis, demonstrando um aumento significativo de 11% em comparação ao ano anterior.
O mobile banking, em particular, experimentou um notável crescimento de 169% nos últimos cinco anos, enquanto o número total de transações bancárias no Brasil alcançou a marca de 240,8 bilhões no mesmo período. Esse aumento destaca a preferência dos usuários pelas plataformas digitais para gerenciar suas finanças diárias.
Investimentos em tecnologia e cibersegurança
A pesquisa aponta que os bancos brasileiros estão preparados para investir massivamente em tecnologia nos próximos anos, com uma previsão de R$ 50,4 bilhões para 2026, um aumento de 8% em relação ao ano anterior. Essa estratégia é parte de um esforço contínuo para melhorar a segurança e a eficiência dos serviços bancários digitais.
O foco em cibersegurança se mantém como uma prioridade inabalável, com todas as instituições financeiras atribuindo um alto nível de importância ao tema. Além disso, há um movimento significativo em direção à capacitação e contratação de talentos na área de TI, com 42% dos bancos planejando expandir suas equipes, refletindo um crescimento médio de 22% no setor.

Impacto do Pix e inovação em inteligência artificial
O sistema de pagamentos instantâneos Pix continua a revolucionar o cenário financeiro brasileiro, contabilizando um crescimento de 19% no mobile banking e 53% no internet banking. Cerca de 80% das transações Pix para indivíduos são executadas de forma instantânea, demonstrando a rapidez e a eficiência do sistema.
Em termos de inovação, a inteligência artificial emergiu como uma área de investimento crucial, com 84% dos bancos priorizando sua implementação. Apesar disso, somente cerca de 60% das instituições estão em estágios iniciais de adoção, especialmente em relação à Inteligência Artificial Generativa. Essa tecnologia promete transformar operações bancárias e a experiência do cliente, mas ainda está em fase de experimentação e desenvolvimento de casos de uso.
Desafios e oportunidades futuras
Os desafios da adoção de novas tecnologias no setor bancário estão intimamente ligados à necessidade de reimaginar processos, melhorar a experiência do cliente e adaptar a força de trabalho do futuro. Os bancos que conseguirem integrar de forma eficaz essas inovações estarão mais bem preparados para liderar em eficiência e inovação.
Sérgio Biagini, líder de Banking and Capital Markets da Deloitte, enfatiza que a GenAI já está presente no setor, mas o desafio reside em sua escalabilidade e na captura de valor consistente. Para aqueles que se adaptarem rapidamente, a recompensa será significativa, garantindo uma vantagem competitiva em um mercado em rápida evolução.
Metodologia da pesquisa
A Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2026, que está em sua 34ª edição, foi dividida em dois formatos complementares. A primeira fase, realizada entre dezembro de 2025 e março de 2026, envolveu a participação de 25 bancos, representando cerca de 85% dos ativos bancários do país. A coleta de dados foi feita por meio de questionários eletrônicos e entrevistas profundas com líderes de tecnologia.
Na segunda fase, que ocorreu entre janeiro e abril de 2026, participaram 23 bancos, correspondendo a 82% dos ativos do setor. Os resultados foram analisados com base na consolidação dos dados coletados e nos depoimentos individuais de 53 executivos de tecnologia bancária.
A conveniência digital transformou o relacionamento bancário em algo diário para a maioria dos brasileiros, tornando os canais físicos pontos de apoio para operações mais consultivas.
| Ano-base | Investimento em Tecnologia (R$ bilhões) | Crescimento Anual (%) |
|---|---|---|
| 2025 | 46,6 | 9 |
| 2026 | 50,4 | 8 |

Formado em Comunicação Social pela Estácio BH, bacharel em Publicidade & Propaganda, é jornalista por opção. Fundador do Jornal & Portal COMUNIDADE EM AÇÃO (1996) Ainda menor de idade trabalhou do Departamento de Relações Públicas do Incra, despertando para o jornalismo. Atuou no marketing/vendas da ANTÁRCTICA, em seguida no marketing da COCA-COLA / KAIZER, PEPSI-COLA e AMBEV. Na Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) foi assessor de vereadores e membro do Colegiado de Comunicação.
