Crime no Centro de Belo Horizonte ocorreu na Avenida do Contorno e réu responde por homicídio qualificado após denúncia do MPMG
Um homem em situação de rua se tornou réu por homicídio qualificado após ser acusado de jogar um colega no Rio Arrudas, na região central de Belo Horizonte. A decisão foi tomada pela juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, do Tribunal do Júri – 2º Sumariante da Comarca da capital mineira. O caso ocorreu no dia 2 de janeiro de 2026, na Avenida do Contorno, em frente ao Restaurante Popular.
O acusado, identificado como Warlley Silva de Paula, responde pelo crime de homicídio qualificado por motivo fútil. Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a vítima foi arremessada para dentro do leito do Rio Arrudas durante uma discussão envolvendo dinheiro e comida.
Denúncia aponta agressões antes de vítima ser lançada no Arrudas
De acordo com o Ministério Público, a Central de Operações da Polícia Militar recebeu um chamado informando sobre uma briga entre dois homens em situação de rua em frente ao Restaurante Popular, no Centro de Belo Horizonte. A denúncia relatava que um dos envolvidos havia sido jogado no Rio Arrudas após o desentendimento.
Logo após o acionamento, a Central de Monitoramento do sistema “Olho Vivo” encaminhou às equipes policiais informações sobre a rota de fuga e as características do suspeito. Com base nas imagens e nas descrições recebidas, militares localizaram um homem sendo perseguido por populares nas proximidades da Avenida Olegário Maciel.
Segundo a denúncia, o homem abordado apresentava as mesmas roupas e características do suspeito envolvido na ocorrência. Durante a abordagem, ele admitiu aos policiais ter empurrado a vítima no Arrudas. Ainda conforme o registro, o acusado afirmou que a discussão começou por causa de dinheiro e comida.
Imagens do “Olho Vivo” foram usadas na perícia
A investigação utilizou imagens do sistema de videomonitoramento “Olho Vivo”, que passaram por perícia. Segundo o Ministério Público, os registros reforçam a acusação de homicídio qualificado e detalham a dinâmica da agressão ocorrida na Avenida do Contorno.
Conforme a denúncia, as imagens mostram que, após uma breve interação entre os dois homens, o acusado agride a vítima e a empurra contra o parapeito de proteção às margens do Rio Arrudas.
O laudo pericial também aponta que o réu desferiu vários golpes no rosto da vítima. Ainda segundo o Ministério Público, a vítima permaneceu apoiada no parapeito e não apresentou reação durante as agressões, situação considerada indicativa de vulnerabilidade e surpresa.
A denúncia descreve que, em seguida, o acusado segurou as pernas da vítima, ergueu o corpo e a lançou deliberadamente sobre a mureta de proteção, arremessando-a para dentro do curso d’água.
Corpo da vítima não foi localizado
Após cair no Rio Arrudas, a vítima foi levada pela correnteza e não foi encontrada. Segundo o Ministério Público, não houve localização do corpo desde o dia do crime.
Além disso, a investigação também verificou que não houve qualquer registro de comparecimento da vítima em abrigos ou unidades municipais de acolhimento institucional que ela costumava frequentar em Belo Horizonte.
A ausência de informações sobre o paradeiro da vítima reforçou os elementos apresentados pelo Ministério Público durante a denúncia encaminhada à Justiça.
Réu responderá por homicídio qualificado
Com a decisão da Justiça, Warlley Silva de Paula passa oficialmente à condição de réu no processo criminal. Ele responderá por homicídio qualificado por motivo fútil, classificação utilizada quando o crime é cometido por uma razão considerada desproporcional ou insignificante em relação à violência praticada.
A decisão da juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza marca mais uma etapa do andamento judicial do caso registrado no início de 2026 no Centro de Belo Horizonte.
O episódio também chama atenção pela violência registrada em plena área central da capital mineira e pelo uso das imagens do sistema “Olho Vivo” como parte importante da investigação conduzida pelas autoridades.
Caso teve repercussão no Centro de Belo Horizonte
O crime ocorreu em uma região de grande circulação de pessoas, nas proximidades do Restaurante Popular e da Avenida do Contorno. A movimentação de testemunhas e a perseguição realizada por populares após a agressão contribuíram para a rápida identificação do suspeito.
Além disso, o caso evidencia a atuação integrada entre a Central de Operações da Polícia Militar, o sistema de monitoramento “Olho Vivo” e as equipes policiais que participaram das buscas na região central de Belo Horizonte.
A denúncia do Ministério Público e a decisão da Justiça mantêm o caso em tramitação enquanto seguem os procedimentos previstos no processo criminal.

Formado em Comunicação Social pela Estácio BH, bacharel em Publicidade & Propaganda, é jornalista por opção. Fundador do Jornal & Portal COMUNIDADE EM AÇÃO (1996) Ainda menor de idade trabalhou do Departamento de Relações Públicas do Incra, despertando para o jornalismo. Atuou no marketing/vendas da ANTÁRCTICA, em seguida no marketing da COCA-COLA / KAIZER, PEPSI-COLA e AMBEV. Na Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) foi assessor de vereadores e membro do Colegiado de Comunicação.
