Prevenção é a melhor defesa contra incêndios residenciais
Uma pesquisa detalhada conduzida pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) trouxe à tona dados alarmantes sobre a ocorrência de incêndios em residências. Entre 2020 e 2024, foram registrados 3.391 incêndios em diversas edificações em Belo Horizonte, dos quais 64,25% ocorreram em residências. Este dado destaca a necessidade urgente de implementarmos medidas preventivas de autoproteção para reduzir o risco de tragédias.
O estudo, realizado pelo Centro Intersetorial de Pesquisas em Alterações Climáticas e Redução do Risco de Desastres (Cipard), analisou dados operacionais da corporação para identificar fatores associados à presença de vítimas. Dos casos estudados, 256 pessoas foram vitimadas, sendo 14 fatais. O levantamento evidenciou que a prevenção é crucial, especialmente quando 45% dos incêndios começam no quarto e 21% na cozinha, locais propensos a acidentes por fenômenos elétricos e vazamentos de gás.
Riscos no ambiente doméstico

A pesquisa revelou que a maioria dos incêndios em residências ocorre entre 10h e 13h, período do dia em que muitos estão preparando alimentos. Fatores comuns como o uso simultâneo de aparelhos elétricos em uma mesma tomada e a utilização de carregadores de baixa qualidade são identificados como potenciais iniciadores de incêndios. Estes riscos são agravados quando equipamentos em recarga são deixados sobre superfícies combustíveis, como colchões ou sofás.
O CBMMG alerta que práticas como sobrecarregar tomadas e usar extensões e adaptadores inadequadamente devem ser evitadas. Além disso, a verificação regular da validade das mangueiras de gás e a conformidade com o Inmetro são essenciais para prevenir vazamentos que podem resultar em explosões.
A importância da ação rápida e segura
Em caso de incêndio, a orientação principal do CBMMG é evacuar o imóvel imediatamente. Se a saída não for possível, a recomendação é se afastar ao máximo do foco do fogo, buscar um ambiente seguro com portas fechadas para retardar a propagação da fumaça e do calor. Procurar um local com boa ventilação e permanecer em nível baixo pode ajudar a minimizar a inalação de fumaça, aumentando as chances de sobrevivência até o resgate.
A corporação também reforça que ambientes como banheiros e lavanderias, apesar de parecerem seguros, não são ideais para abrigar-se devido à pouca ventilação, o que aumenta o risco de intoxicação. Manter-se visível para os socorristas e sinalizar sua presença facilita o resgate em situações de emergência.
Medidas preventivas e responsabilidade
Adotar medidas preventivas simples pode ser a chave para evitar incêndios domiciliares. Antes de dormir ou viajar, é aconselhável manter as portas fechadas, desligar aparelhos desnecessários e não deixar dispositivos carregando sobre superfícies combustíveis. Durante viagens, retirar equipamentos das tomadas, fechar o registro de gás e certificar-se de que velas ou outros itens inflamáveis estão apagados são ações que podem prevenir acidentes.
O tenente Elias Cristovam, do CBMMG, destaca que essas práticas são essenciais para a segurança do lar e da família. Ele reforça que o CBMMG continua a se empenhar na integração entre pesquisa científica e atividades operacionais, promovendo o desenvolvimento de estratégias eficazes contra incêndios e a proteção da sociedade mineira.
Antes de dormir ou viajar, medidas simples ajudam a prevenir incêndios. Manter portas fechadas ao se deitar, desligar aparelhos desnecessários e não deixar aparelhos carregando sobre superfícies combustíveis.

Formado em Comunicação Social pela Estácio BH, bacharel em Publicidade & Propaganda, é jornalista por opção. Fundador do Jornal & Portal COMUNIDADE EM AÇÃO (1996) Ainda menor de idade trabalhou do Departamento de Relações Públicas do Incra, despertando para o jornalismo. Atuou no marketing/vendas da ANTÁRCTICA, em seguida no marketing da COCA-COLA / KAIZER, PEPSI-COLA e AMBEV. Na Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) foi assessor de vereadores e membro do Colegiado de Comunicação.
