A Prefeitura de Belo Horizonte anunciou o início da segunda etapa do Drenurbs (Programa de Recuperação Ambiental e Saneamento de Fundos de Vale e Córregos em Leito Natural), que irá priorizar obras de drenagem urbana, esgotamento sanitário e despoluição de córregos em três bacias hidrográficas localizadas na Região Norte da cidade: Embira, Várzea da Palma e Terra Vermelha.
A iniciativa foi discutida durante audiência pública promovida pela Câmara Municipal, que contou com a presença de representantes do Executivo municipal, vereadores e técnicos da área de infraestrutura.
Investimento internacional e previsão de início em 2026
Financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Drenurbs 2 receberá um investimento de US$ 255 milhões, com previsão de execução em até seis anos após a assinatura do contrato de empréstimo, prevista para 2026. Segundo Nebai Gontijo, gerente do programa, o projeto ainda está em fase de preparação e diagnóstico socioambiental, com acompanhamento técnico do próprio BID.
O foco inicial será o saneamento e a urbanização das três bacias mais críticas da capital, tanto em termos de infraestrutura precária quanto de vulnerabilidade social.
Transformações previstas nas áreas atendidas
A segunda etapa do Drenurbs prevê a universalização do esgotamento sanitário, a implantação de sistemas de microdrenagem e a criação de áreas verdes urbanizadas, como parques lineares e corredores ecológicos. Também estão previstas desapropriações e reassentamentos de famílias em situação de risco.
Além de melhorar a infraestrutura, o programa busca reduzir os impactos das chuvas, integrando políticas públicas de controle de enchentes, planejamento urbano e uso de tecnologias sustentáveis. “Queremos aplicar as melhores soluções do mundo aqui em Belo Horizonte”, afirmou Nebai Gontijo.
Participação comunitária e impacto social
De acordo com os gestores do projeto, a participação das comunidades diretamente afetadas será fundamental desde as fases iniciais das obras. A proposta é garantir que as soluções de saneamento e habitação estejam integradas com as demandas sociais locais.
A primeira etapa do Drenurbs, finalizada nos últimos anos, já havia contemplado 47 bacias nas regiões Norte e do Barreiro. Entre os resultados, destacam-se os parques lineares Primeiro de Maio e Nossa Senhora da Piedade, que ajudaram a recuperar cursos d’água e reduzir riscos de inundações.
Prioridades definidas por dados do Plano Municipal de Saneamento
Segundo Ricardo Aroeira, diretor de Gestão de Águas Urbanas da Secretaria Municipal de Obras, a escolha das bacias contempladas se baseou em critérios técnicos do Plano Municipal de Saneamento, que identificou as áreas com maior déficit de infraestrutura e risco socioambiental.
Letícia Rizério, diretora de Operações de Crédito Internacionais da PBH, destacou que outras áreas poderão ser incluídas conforme o avanço do projeto. A inclusão de novas bacias dependerá de avaliação do BID, considerando a viabilidade e os critérios do contrato.
Fiscalização e acompanhamento da Câmara Municipal
O vereador Uner Augusto (PL), que solicitou a audiência, reforçou a importância da transparência e do acompanhamento contínuo das obras. “Cada real investido em saneamento representa uma economia de até R$ 9 em saúde pública. A Câmara será parceira ativa desse processo”, declarou.
Outros vereadores, como Helinho da Farmácia (PSD) e Wagner Ferreira (PV), também cobraram prazos, garantias e critérios de execução. Segundo eles, é fundamental combater problemas como esgoto a céu aberto, moradias precárias e enchentes, que ainda afetam muitas famílias na capital mineira.
Prioridade ao saneamento como política pública
O Drenurbs 2 marca uma nova fase na política de saneamento urbano em Belo Horizonte, com foco em regiões historicamente negligenciadas. A previsão é que os primeiros canteiros de obras comecem a ser montados logo após a assinatura do contrato com o BID, o que deve ocorrer em 2026.
Até lá, a Prefeitura continuará trabalhando nas fases preparatórias, com diagnósticos técnicos, participação popular e definição de prioridades.
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A aposta é clara: investir em saneamento como forma de melhorar a saúde pública, a qualidade de vida e a segurança urbana das populações mais vulneráveis da cidade.
Da Redação | redacao1@comunidadeemacao.com.br
Imagem: Google Maps

Formado em Comunicação Social pela Estácio BH, bacharel em Publicidade & Propaganda, é jornalista por opção. Fundador do Jornal & Portal COMUNIDADE EM AÇÃO (1996) Ainda menor de idade trabalhou do Departamento de Relações Públicas do Incra, despertando para o jornalismo. Atuou no marketing/vendas da ANTÁRCTICA, em seguida no marketing da COCA-COLA / KAIZER, PEPSI-COLA e AMBEV. Na Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) foi assessor de vereadores e membro do Colegiado de Comunicação.
