Neste Dia Nacional de Combate à Poliomielite

BH registra cobertura vacinal contra poliomielite abaixo da meta; vacinação é essencial para proteger crianças

Dia Nacional de Combate à Poliomielite, celebrado em 24 de outubro, reforça a necessidade de ampliar a imunização e combater a desinformação sobre vacinas

Belo Horizonte precisa ampliar a cobertura vacinal contra a poliomielite para reduzir o risco de reintrodução da doença. Segundo dados divulgados pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) nesta sexta-feira (23), o índice de vacinação na capital está em 90,45%, abaixo da meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde. O alerta ganha destaque às vésperas do Dia Nacional de Combate à Poliomielite, celebrado neste sábado (24).

A mobilização também chama a atenção para a importância de manter a caderneta de vacinação das crianças atualizada e combater a circulação de notícias falsas sobre imunização. Informações sem comprovação científica, compartilhadas principalmente pelas redes sociais e aplicativos de mensagens, podem gerar medo, dúvidas e levar famílias a adiar ou recusar vacinas que protegem contra doenças graves.

Cobertura vacinal em BH ainda está abaixo da meta

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a cobertura vacinal contra a poliomielite em Belo Horizonte é de 90,45%. Para o Ministério da Saúde, o índice recomendado é de pelo menos 95%.

A diferença de 4,55 pontos percentuais mostra que a capital ainda precisa avançar na imunização para alcançar a meta. A vacinação é considerada a principal forma de prevenção da poliomielite, doença também conhecida como paralisia infantil.

O Brasil não registra circulação do poliovírus selvagem desde 1990. Entretanto, a manutenção de índices elevados de vacinação é fundamental para evitar que o vírus volte a circular no país.

Fake news sobre vacinas podem colocar crianças em risco

Além de ampliar o acesso à vacinação, outro desafio é combater a desinformação. Mensagens alarmistas, vídeos sem comprovação científica e publicações que atribuem às vacinas efeitos que não foram demonstrados podem influenciar negativamente a decisão dos responsáveis.

O Ministério da Saúde alerta que informações falsas sobre imunização contribuem para a hesitação vacinal e podem comprometer a proteção coletiva.

Por isso, pais e responsáveis devem desconfiar de conteúdos sensacionalistas, verificar a origem das informações e procurar fontes oficiais, como o Ministério da Saúde, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Instituto Butantan e as secretarias de Saúde.

Uma mensagem compartilhada em grupos de WhatsApp não substitui a orientação de um profissional de saúde. Em caso de dúvidas sobre possíveis reações, contraindicações ou segurança dos imunizantes, a recomendação é procurar uma unidade de saúde antes de tomar qualquer decisão.

Deixar de vacinar uma criança por acreditar em informações falsas pode expô-la a uma doença que pode provocar paralisia permanente e até levar à morte.

Poliomielite pode provocar paralisia irreversível

A poliomielite é uma doença infectocontagiosa causada pelo poliovírus. A transmissão ocorre principalmente pela via fecal-oral, por meio de água e alimentos contaminados ou pelo contato com fezes de pessoas infectadas. Também pode acontecer por secreções da boca.

A doença pode atingir crianças e adultos. Nos casos mais graves, o vírus compromete o sistema nervoso e provoca paralisia muscular irreversível. Não existe cura específica para a poliomielite, mas a vacinação é eficaz na prevenção.

Por esse motivo, manter a imunização em dia é uma medida fundamental para proteger as crianças e evitar o retorno de uma doença que o Brasil conseguiu controlar.

Onde vacinar contra a poliomielite em Belo Horizonte

A vacina está disponível nos 154 centros de saúde de Belo Horizonte e no Serviço de Atenção à Saúde do Viajante.

Desde agosto, a capital também oferece a segunda dose de reforço contra a poliomielite para crianças de quatro anos, conforme a atualização do Calendário Nacional de Vacinação.

O esquema informado pela Prefeitura prevê três doses da vacina inativada contra a poliomielite (VIP), aos dois, quatro e seis meses de idade, além de reforços aos 15 meses e aos quatro anos.

Os responsáveis por crianças que estejam com alguma dose atrasada devem procurar o centro de saúde mais próximo, levando a caderneta de vacinação. A equipe poderá conferir as doses já recebidas e orientar sobre a atualização do esquema.

A vacinação não protege apenas a criança imunizada. Quando a cobertura vacinal aumenta, toda a comunidade fica mais protegida, reduzindo as possibilidades de circulação do vírus.

Neste Dia Nacional de Combate à Poliomielite, a principal orientação é clara: vacinar é proteger. Não compartilhe fake news e não permita que informações sem comprovação científica coloquem a saúde das crianças em risco.