Omar volta dos Estados Unidos

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Depois de passar seis meses de intercâmbio, e treinando, nos Estados Unidos, Omar Santos volta ao Brasil para retomar os projetos esportivos. Omar tem visto americano no passaporte por dez anos como atleta, e conta um pouco da sua experiência, e da sua segunda viagem para reciclar os seus conhecimentos na atividade de corredor.

Omar foi atleta da PMMG e jogador de futebol. Como atleta participou de varias corridas no grupo de atletas de elite da São Silvestre, na sua fase noturna. Nos circuitos de Belo Horizonte, e em outras cidades e estados quando não venceu teve ótimas colocações nas corridas de rua. Como jogador de futebol passou pelas categoria

Atualmente Omar é treinador de escolas de futebol e de corridas. Como treinador de futebol, Omar fala com orgulho das oficinas do projeto Fica Vivo que tem um objetivo social e transformador para crianças e adolescentes da Região Norte. “Conseguimos manter muitas crianças fora das drogas dando orientação e ajudando na educação, na formação de cidadãos” comenta Omar que sempre recebeu o reconhecimento dos pais pelo seu trabalho.

Nos Estados Unidos Omar participou de treinamento para atletas brasileiros e sul-americanos de língua espanhola. Mas, também participou de oficinas de atletismo. Ele explica que os americanos não usam o termo escolas de futebol ou outra especialidade esportiva. São conhecidas como clínicas de esportes. Os treinadores, ao perceber que uma criança ou adolescentes tem potencial, encaminham para centros que tem mais recursos, para ter um treinamento diferenciado. “Por isso que os atletas americanos destacam sempre nas Olimpíadas”, diz Omar a exemplo do que aconteceu no Brasil este ano.

Outro ponto importante que Omar relata são as condições que são oferecidas para treinamentos. “Em qualquer cidade ou distrito existem pistas e centros de treinamentos em tamanhos oficiais”, e acrescenta que nos treinamentos os atletas tem acesso ao que há de melhor, em termos de uniforme e equipamentos esportivos de ponta, visando sempre um bom desempenho nas competições. E explica que a pratica esportiva faz parte das escolas, onde os estudantes são estimulados a participar. Segundo Omar aqueles que se destacam ganham bolsas de estudo nas universidades.

Omar participou de corridas na Florida e Nova York, e em todas obteve boas colocações nos ranqueamentos gerais e primeiro lugar na sua faixa etária. Atualmente corre na categoria de 50 à 52 anos em circuito de 5 e 10 mil metros. Aos 52 anos, Omar está no limite da idade para sua faixa etária, porém isso não foi empecilho para conseguir bons resultados nas provas em que participou. Ficou em primeiro lugar geral na corrida do Câncer Care americano, bem como venceu a corrida promovida pela polícia americana, desbancando atletas americanos e brasileiros.

Omar quer retomar o seu trabalho no futebol e atletismo aplicando os conhecimentos que adquiriu no intercambio americano. “Conheci e aprendi muitas técnicas lá, que aqui no Brasil não são aplicadas”, comenta o atleta e treinador. Quanto ao estilo de

Omar esteve Estados Unidos e participou de corridas

alimentação adotada, adquiriu muitas informações que fazem diferença no desempenho do atleta.

Traçando um paralelo entre a educação e apoio ao atletismo do brasileiro e do americano, Omar é categórico em recomendar aos pais que invistam nos filhos que tem aptidão para o esporte, “vá para os Estados Unidos porque lá existe apoio de primeira”, completando que vale à pena o investimento pela educação e transformação social.

Omar fez algumas críticas quanto ao sistema americano de vida. “Alimentação e moradia é caro” comenta o atleta que acrescenta ter visto muitas pessoas passando dificuldades, morando em lugares semelhantes às nossas favelas. “Os negros e os chamados de ‘espanos’, que são imigrantes dos países das Américas do Sul e Central sofrem” diz. Ressaltando que, para conseguir alguma coisa tem que trabalhar muito, às vezes mais do que se trabalha aqui no Brasil. “As pessoas sofrem muito, tem depressão por estar longe da família e dos amigos”, disse o atleta e acrescenta que a pressão é grande principalmente para quem sai do Brasil devendo até as despesas da viagem.

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Jornal COMUNIDADE EM AÇÃO LTDA

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