Morcegos infectados pela raiva

Morcegos infectados pela raiva

Notícias Nenhum comentário em Morcegos infectados pela raiva

Ameaça

Pela segunda vez este ano a Zoonose Norte reforça a vacinação de cães e gatos contra raiva. A ação foi necessária depois que foi encontrado no Tupi um morto um morcego infectado com o vírus da raiva. A Secretaria Municipal de Saúde alerta a população para prevenção.

Morcegos contaminados ameaçam a população

Os agentes de saúde da Regional Norte fizerem um reforço na vacinação de cães e gatos no bairro Tupi. A ação foi necessária depois que os técnicos da zoonose encontraram morto em uma rua do bairro um morcego. O animal foi encaminhado para analise e foi detectado o vírus da raiva. Esta é segunda ocorrência na região neste ano. O foco anterior foi no inicio deste ano na mesma região doa praça Cândido Portinari no bairro Tupi.

Diante da recorrência do fato, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) reforçou a vacinação contra raiva dos animais domésticos. Em Belo Horizonte a raiva está controlada e não há casos humanos desde 1984 e caninos desde 1989. No entanto, há registros de morcegos não hematófagos  – animais que alimentam de sangue, infectados com o vírus da raiva desde 2004, ano em que foi implantada a vigilância de quirópteros no município, informou a secretaria por meio de nota à redação do Jornal COMUNIDADE EM AÇÃO.

A secretaria de Saúde do município e o Centro de Controle de Zoonoses – CCZ, com apoio das Regionais, coordena e realiza as ações de vigilância e prevenção da raiva animal em Belo Horizonte: campanha anual de vacinação de cães e gatos, disponibilidade de vacinação antirrábica durante todo o ano (posto fixo no CCZ), observação clínica de animais agressores, recolhimento regular de animais abandonados nas ruas, além do Projeto de Controle e Vigilância de Quirópteros, que prevê abertura de raio de 300 m em áreas de foco e as devidas ações de bloqueio (atividades educativas, vacinação e revacinação de cães e gatos, captura de cães soltos e encaminhamento de 20% destes para diagnóstico laboratorial, e vistoria em locais com presença de morcegos).

A orientação das autoridades sanitárias em casos de agressões por animais (cães, gatos ou outros potenciais transmissores da raiva) a pessoa deve lavar o local do ferimento com bastante água e sabão e, em seguida, procurar o Centro de Saúde mais próximo de sua casa para que seja feita a limpeza criteriosa da lesão, e avaliada a necessidade de administração da vacina, associada ou não ao soro ou imunoglobulina humana antirrábica. Desde que aplicada adequada e oportunamente a profilaxia pós-exposição é o único meio disponível realmente eficiente para evitar o risco de morte do paciente nos casos de infecção pelo vírus rábico. Um alerta a população, nunca se deve tocar em um morcego (vivo ou morto) caído ou encontrado em locais atípicos. Nestes casos, acionar o CCZ,  pelo telefone 156, para recolhimento do animal.

Para prevenção a orientação a população, deve-se vacinar anualmente seu animal (cão e gato) contra a raiva. A suspeita diagnóstica da raiva animal deve ser feita por médico veterinário. Neste caso, deve-se acionar o CCZ para observação clínica do animal agressor (cão ou gato). Se o animal morrer no prazo de 10 dias do início dos sintomas, é colhido e enviado material (encéfalo) para realização de exames laboratoriais específicos para raiva animal (imunofluorescência direta e isolamento viral).

Caso o diagnóstico laboratorial se confirme, a saúde pública deverá realizar ações de bloqueio de foco, envolvendo a vacinação e revacinação de animais de estimação (cães e gatos) domiciliados na área, casa a casa, abrangendo a área identificada como de risco, intensificar a captura de cães errantes, a vigilância laboratorial e as ações de educação em saúde. As estratégias de bloqueio de foco variam conforme a situação epidemiológica local.

A vacina antirrábica humana assim como o soro e a imunoglobulina humana antirrábica são encaminhadas pelo Ministério da Saúde à Secretaria de Estado da Saúde que, por sua vez, as repassa aos municípios. Na capital, os atendimentos antirrábicos ocorrem nos Centros de Saúde. Em finais de semana e feriados, os acidentes devem ser referenciados para o Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais – CRIE.

Author

Jornal COMUNIDADE EM AÇÃO LTDA

O Jornal COMUNIDADE EM AÇÃO foi criado em outubro de 1996 com o fim de atender as demandas da comunidade e ser um veículo de comunicação onde os questionamentos encontrassem receptividade. O Jornal é reconhecido pelo seu prestígio, credibilidade editorial circulando nos bairros da regional Norte de Belo Horizonte / MG.

Related Articles

Leave a comment

Back to Top