Arrombamento no Centro de Saúde

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     Três arrombamentos em 40 dias, esta é a situação do Centro de Saúde Guarani. A população foi convidada para vigiar a unidade de saúde. Os usuários ficaram duas semanas sem o serviço odontológico e controle de vacinação que estavam nos computadores.

   Centro de Saúde é arrombadocs-guarani

O Centro de Saúde Guarani, na Região Norte da capital foi arrombado pela terceira vez em 40 dias. Segundo a gerente da unidade de saúde, Karine Martins de Oliveira, “os arrombamentos aconteceram nos dias 26 de maio, 6 e 29 de junho”. As informações foram repassadas na reunião da Comissão Local de Saúde (8/7) e usuários do Centro de Saúde. Presente na reunião Tne. Fabiana Garcia, representando a 18ª Cia. PMMG , Moisés Gonçalves Oliveira, gerente do Distrito de Saúde Norte e Gleide Donária, diretora do Sindibel, sindicato que representa os funcionários.

Na abertura da reunião Karine justificou a ausência da Guarda Municipal na reunião por questão de agenda. No mesmo horário havia outra reunião para tratar da organização de uma festa na Praça da Estação, não sendo possível enviar um representante.

A gerente explicou que nos três arrombamentos foram levados monitores, computadores e equipamentos odontológicos. Karine contou que no último arrombamento a ousadia dos ladrões foi surpreendente. O alarme disparou e os ladroes desligaram a chave geral do padrão de luz e em seguida arrebentaram a fiação elétrica.

Um funcionário da empresa de vigilância eletrônica esteve no local depois do arrombamento e acionou a Guarda Municipal e a Polícia Militar.

A Tne. Fabiana, durante a reunião, explicou as ações que PMMG tem feito reunião como a criação das Redes de Vizinhos e Comerciantes Protegidos, que alertam por meio de sinal e aplicativos de mensagens, diante de alguma suspeita e ameaça da segurança. A militar destacou da importância do que o cidadão precisa estar atento. “A questão da segurança pública por parte do cidadão é mudança de comportamento”, diz a Ten.Fabiana. Ela deu vários exemplos de envolver vizinhos em um plano de segurança, “precisamos juntar o nosso pouco para fazer o muito”, completou a representante da Polícia Militar. A militar sugeriu para os moradores criar uma Rede de Vizinhos Protegidos entre os moradores no entorno do Centro de Saúde. Desta forma a comunidade ajuda a cuidar daquilo que é de uso coletivo. Esta proposta pode trazer benefícios para os usuários do centro de saúde. A gerente da unidade no inicio da reunião explicou que os roubos trazem problemas no atendimento do posto, “tudo é informatizado e os equipamentos da odontologia que foram roubados, o que deixou a clinica sem atendimento durante duas semanas”, disse Karine no início da reunião.

O gerente distrital de saúde Norte, Moisés, informou que a Guarda Municipal está fazendo “um diagnostico” do problema do centro de saúde para diminuir da fragilidade daquele patrimônio público. Ele acredita na Rede de Vizinhos como uma solução para proteger o centro de saúde.

Moíses aproveitou para falar da ausência dos porteiros retirados das unidades de saúde. Ele disse que foi uma questão orçamentária do município “que optou em não cortar os serviços médicos” em detrimento de manter os porteiros. O gerente Distrital disse que em Belo Horizonte foram inauguradas UPAS que não foram credenciadas pelo SUS e por isso não recebem os recursos para mantê-las, ficando a PBH utilizando dinheiro do próprio caixa para manter às novas unidades funcionando.

A representante do Sindibel, Gleide Domina, falou da violência que aumentou nos centros de saúde com a retirada dos porteiros. “O porteiro é um membro daquela comunidade e acaba fazendo parte da equipe de saúde (não é função dele isso reconheceu a sindicalista), pois na prática ele é atuante na rotina do Centro de Saúde por ser morador da região”. Ela disse que o porteiro acaba inibindo elementos que sabem que vão ser reconhecidos. Gleide acrescentou que o sindicato tem feito negociações junto a gestão do SUS no município para solucionar a questão de segurança.

Ela contou a experiência de um Centro de Saúde de outra região da cidade que também foi arrombado e teve computadores roubados. “Fizeram uma carta conscientizando que a falta dos equipamentos prejudicava a população e distribuíram na comunidade”. Duas semanas após, os computadores foram deixados na porta do centro de saúde.

Quanto a falta de porteiros, Gleide pede que a população não se vire contra os servidores porque estes não são culpados da prefeitura fazer o corte dos funcionários.

Recomendação

A Tne. Fabiana recomenda a população em casos suspeitos ou presenciar algum crime, ligar para 190 e senão quiser identificar ligar para 181.

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Jornal COMUNIDADE EM AÇÃO LTDA

O Jornal COMUNIDADE EM AÇÃO foi criado em outubro de 1996 com o fim de atender as demandas da comunidade e ser um veículo de comunicação onde os questionamentos encontrassem receptividade. O Jornal é reconhecido pelo seu prestígio, credibilidade editorial circulando nos bairros da regional Norte de Belo Horizonte / MG.

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